Despedida de Chiachiri Filho é marcada por homenagens


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Filhos e a viúva se despedem do historiador José Chiachiri Filho; corpo foi sepultado na tarde de ontem no cemitério da Saudade
Filhos e a viúva se despedem do historiador José Chiachiri Filho; corpo foi sepultado na tarde de ontem no cemitério da Saudade
O corpo do historiador francano José Chiachiri Filho foi enterrado na tarde de ontem, no cemitério da Saudade. Ele morreu no final da noite da última quarta-feira, aos 70 anos, acometido por um infarto fulminante. Chiachiri chegou a ser socorrido ao Hospital Regional, mas não resistiu. “O legado que meu pai deixa é a virtude, a alegria, o bom humor, a conciliação... Eu perco hoje o meu herói”, disse José Chiachiri Neto.
 
A cerimônia de despedida foi marcada por discursos e comoção. Vinte e cinco coroas de flores, enviadas por diversas famílias e instituições de Franca, estiveram expostas na sala 1 do velório São Vicente até as 16 horas, momento em que o cortejo teve início. Representantes da Sociedade dos Cegos, Academia Francana de Letras, Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e imprensa se comoveram com o adeus.
 
“Chiachiri Filho era um homem de muitos saberes e nenhuma arrogância. Isso, por si, já o define como singular, num mundo onde a prepotência dos intelectuais cria um fosso enorme para que se possa de fato, e não apenas no discurso, promover a tão falada tolerância. Sua morte me deixou muito triste”, disse a presidente do Conselho Consultivo do GCN, Sonia Machiavelli.
 
Amiga desde 1972, quando o conheceu na condição de aluna, a hoje diretora do Museu Histórico “José Chiachiri” (pai do historiador), Margarida Pansani revelou os planos do amigo para o próximo ano. “Estivemos juntos no dia 10 de agosto, dia em que comemoramos o dia do patrono do museu, e ele me disse que pretendia voltar a atuar na política para conseguir a reforma do museu. Disse que queria apoiar alguém que pudesse fazer isso.”
 
Só na última hora de velório, cinco homenagens foram prestadas. Membros da Maçonaria, por exemplo, depositaram acácias em seu peito - ato que, para a irmandade, representa a eternidade. Já Cirlene Pádua, representante da Academia Francana de Letras, puxou a canção Ave Maria.
 
Sobre Chiachiri
José Chiachiri Filho era filho do também historiador José Chiachiri e de Carmelita de Andrade Chiachiri. Formou-se em direito pela Faculdade Municipal de Franca e, em história, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, também na cidade. Na Unesp, foi professor de Metodologia Histórica. Chiachiri Filho foi ainda vice-prefeito de Franca, na gestão do prefeito Maurício Sandoval Ribeiro, e candidato a deputado federal e a vereador. Escreveu e editou dois livros e tinha seus artigos publicados no caderno Nossas Letras, do Comércio.

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