Com a greve dos bancários, as lotéricas, um dos locais alternativos para o pagamento de contas, já têm registrado um aumento de público, em Franca.
Na lotérica Francana, na época do pagamento, o movimento chegou a ficar 30% maior. “Tivemos dias de bastante tumulto no começo do mês, porque é quando as pessoas pagam as contas básicas, como água, luz e telefone”, disse o proprietário Mauro Ferrare, 56.
Na Lotérica Brasilândia, também foi percebido esse aumento no movimento e além de algumas dificuldades para absorver o público que antes frequentava as agências bancárias. “O pessoal não entende o fato de não recebermos boletos vencidos de outros bancos, que não da Caixa Econômica Federal, o sistema que não aceita isso”, disse a responsável pela lotérica, Tuany Polo. Ela explica que os boletos da Caixa e contas, como de água, luz e telefone, no valor de até R$ 2 mil podem estar vencidos, já boletos de outros bancos devem estar dentro do vencimento e ser de até R$ 700.
Nesta semana, no Centro, as lotéricas estavam movimentadas. “É um transtorno para pagar as coisas, vim pagar o boleto de um vestibular e tive que esperar bastante na fila”, disse o estudante João Vitor Guimarães.
A hora do almoço, usada por muitas pessoas para resolverem as pendências bancárias, ficou apertada diante do movimento das lotéricas e caixas eletrônicos. “Os bancos passam muitos serviços para as lotéricas, agora elas vão trabalhar o dobro com a greve. O que a gente fazia em 20 minutos, agora demora uma hora. Já fiquei até sem almoçar para vir pagar conta”, reclamou a vendedora Darcy Senteno, 45.
É possível ainda pagar contas e realizar outras transações por meio de caixas eletrônicos, internet banking, aplicativo no celular, telefone, Correios, supermercados e estabelecimentos comerciais credenciados. Nos Correios, o limite para o valor dos boletos é de R$ 1.500 e não são aceitas contas da CPFL.
Direitos e deveres
Segundo o diretor do Procon de Franca, Willian Karan Júnior, por lei, o consumidor não está autorizado a atrasar as contas devido à greve dos bancários. “A pessoa deve entrar em contato com o fornecedor do boleto para que ele ofereça um modo de pagamento ou usar um dos canais alternativos.” Após todas alternativas serem esgotadas, o consumidor deve apresentar o registro das tentativas no Procon, que tentará um desconto de juros e multas. “O consumidor não deve ficar inerte.”
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