As lagostas são criaturas marinhas bem sofisticadas. Possuem quatro antenas longas e pelos sensíveis que permitem perceber as proteínas das presas que apanham e comem até 100 tipos diferentes de animais e, ocasionalmente, plantas. Elas podem até comer seus irmãos mais frágeis, embora isso seja mais comum em cativeiro. Esses animais às vezes enterram seu alimento e só o comem depois de vários dias. Apresentam capacidade de recuperação e ao serem atacados e feridos podem ter parte do corpo regenerado, o que acontece a alguns répteis como lagartixas. Finalmente, as lagostas seguem uma hierarquia e são as fêmeas que fazem a corte ao macho.
Mas há um fato sobre lagostas que é o seu triunfo: elas não mostram sinais de envelhecimento. Não ficam mais lentas, mais fracas ou mais suscetíveis a doenças. E tem mais: lagostas mais velhas são inclusive mais férteis que as jovens. A maioria parece morrer por causa de algo que aconteceu com elas e não por causa de falhas ou defeitos em uma parte do corpo. São criaturas tão resistentes que os biólogos ainda não têm certeza de quão velhas podem ficar.
Já que as lagostas nunca param de crescer, a idade delas é geralmente determinada pelo tamanho. Uma lagosta de 500 g (o tamanho mínimo para ser ingerida legalmente) tem normalmente de 5 a 7 anos de idade, mas lagostas criadas em águas com 20º C atingem 1 kg em menos de dois anos. A maior lagosta já pescada pesava 22 kg.
No final do verão, as lagostas saem de suas tocas, debaixo das pedras e corais, e formam filas de até cinco metros, partindo para águas mais profundas. Afastando-se do litoral, elas caminham dia e noite no fundo do oceano, a uma velocidade aproximada de 5metros por minuto. Várias filas podem avançar ao mesmo tempo pelo fundo arenoso.
As lagostas mantêm-se em contato entre si através de suas antenas longas, pontudas e sensíveis. Elas parecem brincar de seguir o líder, pois as antenas mais curtas tocam a cauda da que está à frente.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.