Breno Rezende vai para CDP depois de receber alta do Hospital Regional


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Depois de matar Rosane, Breno deu um tiro na própria boca
Depois de matar Rosane, Breno deu um tiro na própria boca
Após 35 dias de internação, Breno Helton Costa Rezende, de 32 anos, teve alta do Hospital Regional após tentar se matar. Preso por assassinar a ex-namorada, a bancária Rosane Berteli de Souza, 24, no dia 8 de setembro, Breno foi transferido ontem para o CDP (Centro de Detenção Provisória). Sua advogada, no entanto, já entrou com pedido de liberdade provisória sob a alegação de que local não reúne condições necessárias para cuidar de sua saúde.
 
Em uma maca e coberto com um lençol, rodeado de enfermeiros e policiais militares, o acusado de homicídio foi levado do quarto até uma ambulância da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) durante a manhã. O veículo o aguardava no hospital e o transportou até o CDP sob escolta. 
 
De acordo com o diretor do sistema prisional, Valter Moreto, ele chegou andando e ficará na enfermaria até que seja avaliado de modo específico por um médico, algo que ainda não há previsão para ocorrer. “Ele é um preso comum, mas tem necessidades especiais. Por isso, o Breno ficará na enfermaria. Faremos tudo de acordo com o que for preciso”, disse.
 
Justamente por conta dos cuidados diferenciados, a advogada Linda Luiza Johnlei Wu, pediu à Justiça a liberdade provisória de seu cliente, que responderá por homicídio qualificado. No processo que corre na Vara do Júri da Comarca de Franca, ela ressalta o fato de Breno possuir residência fixa, não ter antecedentes criminais e estar “gravemente debilitado pois houve uma lesão cerebral na área frontal”, o que tornaria o “encarceramento de Breno totalmente inviável”.
 
Ainda de acordo com o documento, o acusado não está plenamente consciente e tem sua comunicação comprometida. Por isso, a defensora questiona, entre vários fatos, se há estabelecimento prisional adequado para manter uma pessoa que precisa de cuidados como Breno; como será dada a continuação do seu tratamento; quem ministrará a alimentação e cuidados básicos de higiene, já que ele se alimenta por sonda.
 
Ao final, Linda Wu pede que, no caso da liberdade provisória ser negada, Breno possa cumprir prisão domiciliar. A advogada também solicita que sejam concedidos os benefícios da justiça gratuita, sob a alegação de que Breno “é pessoa pobre na acepção legal do termo e que não pode arcar com as custas processuais”. 
 
Estado de saúde
Para saber sobre a situação de Breno Helton Costa Rezende, a reportagem do Comércio conversou com vários policiais que acompanham o caso e com fontes ligadas à família. A última informação das autoridades é de que o ele estaria usando fraldas por conta das sequelas do tiro que deu na própria boca após balear e matar Rosane. Ele contudo estaria consciente do que fez, se locomovendo e conseguindo se sentar. E, ainda que de forma arrastada e com dificuldades, estaria falando.
 
A reportagem também tentou, durante toda a terça-feira, entrar em contato com a advogada contratada para defender Breno. Mas, quando não dava desligado, seu celular apenas chamava.
 

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