A investigação da Lava Jato tem mostrado a realidade que o Brasil vive, nas últimas décadas. A corrupção, que envolve agentes públicos e políticos, tem desviado o dinheiro necessário para a melhoria dos serviços públicos, como educação, saúde e segurança. A nossa população vive à mercê de um fisiologismo que corrói o dinheiro dos que pagam impostos e esperam receber em troca benefícios que o Estado tem a obrigação de lhe garantir. Os acontecimentos dos últimos dias demonstram bem como é que se faz política por aqui: é um toma lá, dá cá sem fim, que nasce nos altos escalões da República até chegar aos municípios, onde se trocam apoios por cargos, vantagens e exposição, algo que já deveria ter sido banido de nossa vida pública por ser extremamente imoral e, em alguns casos, ilegal.
A falta de ética que move aqueles que foram eleitos para decidir os destinos do cidadão brasileiro, em todas as suas instâncias, fica patente depois da reforma promovida pela presidente Dilma Rousseff (PT) em seu ministério, onde falou mais alto a voracidade do PMDB por cargos e ficou clara a influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos destinos de seu governo a partir de agora. Em busca de apoio no Congresso contra um processo de impeachment, que se torna uma ameaça cada vez mais séria, Dilma viu-se refém, sem a garantia de que conseguirá pacificar a base aliada. Agora, busca obter uma vantagem (que ela chama de “governabilidade”) ao determinar que os ministérios liberem as nomeações do segundo e terceiro escalões para acalmar os aliados.
Ao mesmo tempo, o País permanece à mercê de gestores públicos e legisladores que não se interessam em melhorar a qualidade dos serviços de que a população carece. Os seguidos problemas na saúde pública, nos mais diversos pontos do Brasil, é uma prova de que o cidadão comum só é lembrado em ano de eleição. O mesmo acontece quando se fala em educação. Os diversos rankings mundiais mostram que nossas escolas atingem baixos índices para uma Nação que se quer desenvolvida. Nos últimos dias, tornou-se evidente ainda a falta de investimento em segurança pública. A população vê-se encurralada pela violência, que tem partido inclusive daqueles que deveriam garantir a segurança. Falta dinheiro para equipar e formar as forças policiais.
Fica claro que o brasileiro não merece a classe política que tem. E, se o eleitor mantiver a mesma postura de sempre, continuaremos à mercê de quem não se interessa pela maioria. É preciso mudar isso e, dentro de um ano, nas eleições municipais, será um momento propício para começar.
email opiniao@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.