Rebaixamento para Série B foi uma sequência de equívocos


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Aclamado como novo presidente da Francana, no segundo semestre de 2014, o profissional de merchandising, Junior Rodrigo de Abreu Pereira prometeu um time competitivo e capaz de brigar pelo acesso. No primeiro momento, a formação do elenco dava indícios de que isso ocorreria. O treinador escolhido foi o ex-goleiro da Roma (ITA) e Santos, Júlio Sérgio. O time se apresentou para a pré-temporada em meados de dezembro. O grupo se deslocou para Nuporanga onde realizaria os treinamentos. Quando tudo parecia se encaixar, o grupo sofreu o primeiro baque: atraso no pagamento de salários. O episódio causou estranheza. Sem dinheiro em caixa para pagar os vencimentos dos atletas, a diretoria decidiu liberar o elenco.
 
Com a proximidade da Série A-3, o clube formalizou uma parceria com uma empresa de Campinas, a FootStar. O grupo investidor trouxe vários atletas da segunda divisão do futebol carioca. Nomes desconhecidos dos torcedores esmeraldinos e da imprensa local. Sócio-proprietário da FootStar, Décio Adnam Soares foi alçado a função de treinador. Sob seu comando, em oito jogos, o time acumulou dois empates e seis derrotas. Saiu.
 
O auxiliar-técnico, Edson Niquinha, assumiu seu lugar. Além de pegar o clube na última posição, Niquinha teve que trabalhar com um plantel reduzido. Dos 28 jogadores inscritos, 12 deixaram o time. O motivo para a debandada está estritamente relacionado a falta de pagamento salarial. Como a regra não permitia novas contratações, Niquinha chegou a levar apenas um jogador ao banco de reservas em jogo da A-3. Os péssimos resultados continuaram. Em sete rodadas sob seu comando, a equipe acumulou sete derrotas. A goleada sofrida diante do Tupã, por 3 a 0, no Lanchão, decretou o rebaixamento com quatro rodadas de antecedência. 

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