No fundo do poço, clube faz 103 anos


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Veterana tenta seguir de pé para disputar a próxima temporada
Veterana tenta seguir de pé para disputar a próxima temporada
Rebaixada para a quarta divisão do futebol profissional e com um futuro incerto, a Francana completa nesta segunda-feira (12 de outubro), 103 anos de história, sem ter o que comemorar. Em campo, o clube colecionou campanhas frustrantes nos últimos anos e amargou a queda para última divisão do Estadual. O descenso no Campeonato Paulista da Série A-3 deste ano, ocorreu de forma vexatória. Em 19 jogos disputados, a Francana obteve apenas uma vitória, três empates e 15 derrotas. 
 
No fundo do poço, a agremiação se acha envolta em um “turbilhão” de dívidas, como oriundas de ações trabalhistas, FGTS, INSS e IPTU. O valor total ultrapassa R$ 12 milhões. Com esse cenário tenebroso, a Veterana corre sério risco de ter interrompida a participação nos campeonatos da Federação Paulista no próximo ano. 
 
Sem candidatos interessados em concorrer à presidência do clube, o Conselho Deliberativo se viu obrigado a “articular” um esquema para manter os trabalhos de reestruturação. A maneira adotada foi criar um grupo gestor, formado por membros do conselho e empresários da cidade, a fim de gerir o clube. Os nomes dos integrantes são mantidos em sigilo. O conselho espera finalizar o cronograma de trabalho para apresentar de forma oficial o grupo.
 
“Estamos trabalhando muito na reconstrução da imagem do clube. É triste ver um time de futebol com mais de cem anos de história chegar a essa situação. O trabalho está sendo desenvolvido para viabilizar todo um aparato e termos um time competitivo em campo”, afirmou o conselheiro Anderson Pereira Silva. 
 
Mesmo frente a tal expectativa, o conselheiro ressalta que a ideia só será viabilizada diante da arrecadação de recursos financeiros. Nos bastidores, não está descartada a possibilidade da equipe pedir licença das competições de 2016. 
 
“Não podemos fazer futebol sem planejamento e de qualquer forma. Isso é um erro absurdo e o esporte de alto rendimento não permite esse modelo administrativo. Se não conseguirmos levantar nenhuma receita até o final do ano, temos que ter a consciência e parar a fim de nos reestruturarmos”, destacou. 
 
 
 

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