Acusado de espancar policial aposentado foi morto 30 dias depois


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Angrei Roberto Castro, morto no bairro City Petrópolis
Angrei Roberto Castro, morto no bairro City Petrópolis
O espancamento do policial aposentado Pedro Domingues da Silva, de 63 anos, que resultou em sua morte, foi esclarecido ontem pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Porém, um dos acusados não poderá responder pelo crime, pois foi assassinado 30 dias depois. Trata-se do borracheiro Angrei Roberto Castro, 31, que morava no City Petrópolis. Além dele, outros homens, que não tiveram seus nomes divulgados, seguem sob investigação.
 
Silva foi brutalmente agredido em uma rua do City Petrópolis, no dia 22 de agosto. O policial aposentado, que morava em Cascaval (PR) e veio a Franca visitar uma irmã, estava bebendo em um bar com Angrei. Sabendo que o idoso estava com dinheiro, os suspeitos o agrediram com socos e chutes, além de utilizarem um soco inglês para provocar graves lesões na vítima.
 
Levado até a Santa Casa, o aposentado ficou internado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois. O caso, registrado como lesão corporal seguida de morte, passou a ser investigado pelos policiais Paulo Rodrigues e Luciano Tavares, do setor de homicídios da DIG. 
 
Segundo Rodrigues, Angrei foi visto por testemunhas na companhia de Silva no bar e não há dúvidas de seu envolvimento. “Todos os indícios apontaram para o borracheiro. Havia, inclusive, um mandado de prisão expedido em seu nome. Mas, antes que pudéssemos prendê-lo, alguém o matou”, contou.
 
Além da morte de Silva, Angrei também era acusado de tentar matar o mototaxista Gilmar Alves de Oliveira, 49. Ele efetuou cinco disparos contra a vítima, que será ouvida em breve, após acioná-lo para uma corrida na tentativa de roubá-lo. Apesar de já ter esclarecido o caso, outras investigações estão sendo feitas para que o delegado Márcio Garcia Murari encerre o inquérito.
 
Morte do acusado
Conhecido nos meios policiais por seu comportamento violento e diversas prisões, Angrei estava, em seus últimos meses de vida, “aterrorizando” o bairro, como definiram testemunhas ouvidas pela polícia. Por isso, não foi surpresa quando apareceu morto em uma rua do City Petrópolis.
 
No dia 27 de setembro, Angrei levou cinco facadas do balconista Rodrigo Duarte Oliveira. Os dois, que já vinham se desentendendo há tempos, pelo fato do borracheiro ir até o bar da família do acusado para incomodá-los. Uma briga resultou na morte de Angrei.
 
Após investigações que apontaram para Oliveira, policiais da DIG foram até sua casa. Ele não foi localizado, mas se apresentou ontem na delegacia com um advogado e alegou ter agido em legítima defesa. Segundo seu relato, Angrei foi para cima dele com uma faca e, por ser lutador de jiu-jitsu, conseguiu contê-lo e desferir os golpes.O autor responderá em liberdade pelo homicídio.

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