Bancários fecham 24 agências no 1º dia de greve


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A agência do Itaú, na avenida Major Nicácio, foi uma de Franca cujos funcionários aderiram à greve nacional nessa terça-feira
A agência do Itaú, na avenida Major Nicácio, foi uma de Franca cujos funcionários aderiram à greve nacional nessa terça-feira
Cartazes nas entradas dos bancos, filas nos caixas eletrônicos e funcionamento interno suspenso. Esse foi o cenário em vários pontos de Franca e região: das 87 agências, 24 ficaram fechadas por causa da greve dos bancários.
 
Os funcionários aderiram à greve nacional e, ontem, 16 agências fecharam na cidade e oito na região, segundo o assessor de imprensa do Sindicato dos Bancários de Franca e Região, Rogério Marques. Dos 1.225 bancários da base do sindicato, pararam 350 trabalhadores. A expectativa é que mais unidades fechem hoje.
 
“O movimento está fortalecido, com as grandes agências fechadas. É um bom começo, que ajudará atingirmos o que estamos buscando”, afirmou o presidente do sindicato, Edson Roberto dos Santos.
 
De acordo com ele, integrantes do sindicato percorreram as agências comunicando sobre a greve, que foi decida em assembleia. O presidente também informou que não houve resistência por parte de gerentes e funcionários dos bancos.
 
Na manhã de ontem, a reportagem esteve em 17 agências e constatou que 14 já estavam com os serviços internos suspensos. No Centro, pelo menos cinco bancos estavam participando do movimento, como agências do HSBC, Banco do Brasil, Bradesco e Santander. Nessa parte da cidade, o banco Mercantil do Brasil era uma exceção, pois foi liberado da greve pelo sindicato para não prejudicar os aposentados. “O Mercantil está com adesivos da greve, mas achamos que não seria bom deixar que não atendessem agora, porque todos aposentados que não têm conta em banco recebem por lá”, explicou o presidente do sindicato.
 
Na avenida Brasil, o Banco do Brasil estava fechado, mas o Itaú ainda funcionava. Na Presidente Vargas, funcionários do Banco do Brasil e a Caixa Econômica entraram em greve, enquanto uma agência do Bradesco e outra do Itaú operavam normalmente. No bairro Estação, duas agências do Banco do Brasil e uma da Caixa estavam fechadas, pela manhã.
 
Em diversos pontos, havia filas nos caixas eletrônicos das agências. “Vou ter que voltar mais tarde, porque a fila está muito grande. Só fiquei sabendo da greve ao chegar no banco”, disse o sapateiro aposentado João Roberto Durante, 65.
 
Alguns clientes que dependiam de atendimento interno voltaram para casa revoltados. “Eu tinha que pagar um boleto habitacional e agora vou pagar juros se não conseguir resolver pelo telefone”, reclamou o motorista Rodrigo de Souza Machado, 27.
 
Reivindicações
A greve foi determinada após a categoria rejeitar a proposta da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de reajuste salarial de 5,5% e mais um abono, pago em parcela única, de R$ 2,5 mil.
 
Os bancários pedem um aumento salarial de 16% e reajuste nos benefícios como vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá para R$ 788.
 
Além das pautas financeiras, a categoria solicita o fim das metas abusivas e do assédio moral, entre outras condições.
 
Por meio da assessoria de imprensa, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) disse que a entidade continua aberta a negociações. 
 
A greve do ano passado aconteceu em outubro e durou sete dias. Na ocasião, os bancários conseguiram um reajuste de 9% para quem recebia o piso e 8,5% para os demais.
 
Contas
A Federação Brasileira de Bancos esclarece que a população poderá usar canais alternativos para realizar as transações financeiras, durante a greve. Entre as opções estão os caixas eletrônicos, internet banking, o aplicativo do banco no celular, telefone, lotéricas e Correios.
 
 

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