O trânsito de Franca fez mais uma vítima na semana passada. Desta vez, foi um atropelamento na avenida Abrahão Brickmann, no Parque Vicente Leporace, no início da tarde de sexta-feira. O sapateiro Anderson Rios, de 43 anos, chegou a ser socorrido após ser colhido por uma moto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa na noite do mesmo dia. Rios, no entanto, só foi enterrado na manhã de domingo, fato que indignou a família por causa da demora do IML (Instituto Médico Legal) para liberar o corpo para velório e sepultamento.
O acidente aconteceu às 13 horas de sexta, em frente a um supermercado da avenida citada. De acordo com a irmã do sapateiro, Cláudia Roberta Rios, ele estava com um amigo quando foi atravessar a via. “Meu irmão estava embriagado. Quem estava com ele tentou puxá-lo, pois ele não olhou para atravessar. O motociclista não conseguiu parar e bateu nele”, contou.
Ao cair no solo, Rios já estava inconsciente. Ele foi resgatado por uma viatura do Samu e levado até a Santa Casa com ferimentos graves. O motociclista, de 48 anos, também precisou de atendimento. Mas ele sofreu ferimentos leves e foi conduzido até o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. Lá, após ser medicado, foi liberado. Um boletim de ocorrência, que não detalhou o acidente e informou apenas que Rios havia tido ferimentos, foi registrado no 5º Distrito Policial, responsável pela área do Leporace.
Rios morreu por volta das 20h45. Seu corpo, contudo, só foi removido para o IML durante a madrugada. Depois, um novo imbróglio. Seu velório só aconteceu a partir das 14 horas de sábado, no Leporace, quando foi liberado para a família. “Disseram que o IML só abriria às 8 horas e ficamos esperando. Nem pudemos sepultá-lo no sábado por causa da demora, que só serviu para nos causar mais sofrimento. Meu irmão foi enterrado no domingo e ninguém nos explicou os motivos. Não nos deram justificativa alguma”, disse Cláudia.
Com trabalhos da Funerária Tedesco, Anderson Rios foi enterrado às 9 horas de domingo no Cemitério Santo Agostinho. O sapateiro, que estava desempregado e morava no Jardim Portinari, tinha saído há um mês do Hospital Psiquiátrico Allan Kardec por conta de problemas com álcool. Ainda de acordo com sua irmã, ele estava morando com a mãe e já não conseguia trabalhar por conta do vício. Ele deixa cinco filhos e oito netos.
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