Um crime passional chocou o bairro Boqueirão, em Curitiba, no último sábado. O segurança Jakson Matoso da Silva, 42 anos, invadiu um condomínio e matou sua ex-mulher, a diarista Márcia Aparecida Pereira, de 40 anos. Ele atirou contra sua própria cabeça na sequência.
A diarista tinha uma medida protetiva contra o ex, que não aceitava o final do relacionamento. O segurança anunciava pelo Facebook que algo poderia acontecer à Márcia. “Sempre te amarei para sempre. O nunca não existe o amor além da vida, você fez e faz parte de mim, te amo”, postou com uma foto dela. Antes ele havia postado outra mensagem. “Às vezes tem decisões que quando tomadas não há como desfazer. Se há como voltar atrás depende do óbvio que causou a situação”.
A arma utilizada no crime foi um revólver calibre 38. “Ele entrou no condomínio armado, sob a vista das pessoas. Ela tinha uma medida protetiva, porque ele vinha ameaçando fazer isso há algumas semanas. Ontem, invadiu o apartamento dela, a encurralou na cozinha e atirou. Ela morreu de joelhos, como se estivesse pedindo clemência”, disse ao site Banda B a perita Jussara Joekel, do Instituto de Criminalística.
Silva também atirou no filho de 17 anos de Márcia, que foi socorrido em estado grave. “Ele também levou um tiro. Depois de atirar contra a Márcia, o homem atirou contra a própria cabeça. Ele poderia ter matado os outros três filhos dessa diarista, um deles, uma menina ainda pequena, que era do relacionamento dos dois”, disse a perita, lamentando a falha da medida protetiva da mulher. “Uma medida protetiva que não adiantou de nada e por pouco ele não matou os filhos. Proteção, de fato, não foi dada a essa mulher por parte do Estado”, finalizou.

Márcia Aparecida Pereira, de 40 anos, foi morta a tiros pelo ex-marido
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