Investigação: Polícia segue sem pistas de incendiário da Crazz


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Escombros da agência Crazz, ligada ao GCN Comunicação, após incêndio na última segunda-feira; polícia segue sem pistas
Escombros da agência Crazz, ligada ao GCN Comunicação, após incêndio na última segunda-feira; polícia segue sem pistas
Nesta segunda-feira, completará uma semana que um incêndio criminoso destruiu a sede da Crazz, empresa que cuida das ações de marketing, publicidade e eventos do jornal Comércio da Franca, da radio Difusora AM e do portal GCN. A exemplo dos documentos, computadores, móveis e arquivos históricos, que viraram pó, o autor do atentado também sumiu. A polícia ainda não tem pistas da identificação do incendiário e conta com denúncias, que ainda não chegaram, para esclarecer o caso.
 
A Crazz funcionava em um prédio na avenida Eliza Verzola Gosuen, em frente à sede do GCN. Lá ficavam arquivos de anúncios, criações publicitárias, parte do Cedoc (Centro de Documentação) das empresas que integram o GCN e todo o material que seria apresentado na exposição sobre o centenário do Comércio, que seria realizada em outubro, no Shopping do Calçado. A estrutura da agência ficou comprometida e todos os equipamentos e documentos foram destruídos. Como não havia expediente durante a madrugada, ninguém se feriu.
 
Câmeras de segurança instaladas do outro lado da avenida, no prédio do GCN, flagraram um homem caminhando na calçada da Crazz. Ele entrou e saiu do prédio duas vezes. As imagens foram entregues à polícia e estão sendo periciadas. “Nossas equipes estão fazendo um trabalho incansável na coleta de informações para que a gente possa identificar o responsável por este ataque. Chegamos a inquirir, informalmente, várias pessoas, mas ainda não temos a autoria deste crime. As imagens foram feitas à uma certa distância, o que dificulta a visualização completa do autor”, disse o delegado Márcio Garcia Murari, que chefia as investigações.
 
Embora as imagens mostrem carros parando diante do prédio na hora do incêndio e pessoas caminhando próximas ao criminoso, a polícia não recebeu nenhuma denúncia apontando eventuais suspeitos. “As denúncias são imprescindíveis e muito colaboram com as investigações, mas não estão chegando. Se alguém tiver alguma pista, é só nos ligar que garantimos o sigilo. Também necessitamos de mais imagens. Se alguma residência ou comércio gravou a ação do criminoso, favor nos avisar”, disse Murari.
 
O incendiário agiu entre às 3h13 e 5h40 da última segunda-feira, dia 28. Ele vestia camisa e bermuda claras. Chegou e saiu do prédio caminhando pela avenida Eliza Verzola Gosuen. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos telefones 197, 3724-1854 ou 190. A Polícia não tem dúvidas de que ocorreu um incêndio criminoso. “Espero que a polícia avance nas investigações e descubra, o mais rapidamente possível, quem ateou fogo e, principalmente, a mando de quem”, disse o jornalista Corrêa Neves Júnior, diretor-executivo do GCN. “Enquanto isso, seguimos concentrados e trabalhando duro para as obras de recuperação do prédio destruído e dos equipamentos e materiais comprometidos pelo incêndio”.
 
 

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