Manter os preços ou mesmo reduzir valores já são possibilidades presentes na vida de quem convive com o aluguel de um imóvel em Franca. Essa foi a realidade revelada por três autoridades no assunto em entrevista ao Comércio nesta semana. São eles, Ailton Lopes Soares, presidente da Abifran (Associação das Administradoras de Bens Imóveis de Franca); Luís Carlos Teixeira, proprietário de importante empresa do gênero, e Luiz César Costa, diretor da Imobiliária AAcosta e responsável por três mil imóveis em locação.
A alta do IGP-M, índice usado para reajustar contratos de aluguel, alterou a realidade atual. Por isso, o momento é de negociação. E bons resultados estão sendo obtidos pelo inquilino. “Pode-se manter (um contrato) sem reajuste. Isso depende da qualidade do locatário. Atualmente, não vale à pena trocar o morador de um imóvel, pois ele poderá passar entre 30 e 60 dias fechado. Isso significa redução nos ganhos de uma imobiliária. O momento é de negociar e muitas vezes aceita-se manter o locatário sem reajuste de preços”, admitiu Soares.
A opinião é compartilhada. “Hoje, o mercado está mais vendedor do que comprador. O mercado deve entender a situação atual”, afirmou Luís Carlos Teixeira. Dono de imóveis em áreas nobres de Franca, ele revelou ter aceito uma negociação que reduziu o valor do aluguel de uma loja de departamentos no Centro como reflexo do momento econômico. “A redução ficou em torno de 10%. Há casos que chega a 20%, mas a média que tenho observado é 15%”, esclareceu. “É uma situação temporária. Até que a economia volte a andar, quando então os valores serão reposicionados, essa será a realidade”, disse.
Luiz César Costa foi enfático ao declarar que acordos são bem vindos e significam que o mercado está consciente das dificuldades econômicas do País. Um número foi dado como explicação sobre os motivos que levam os empresários do setor a preferirem a negociação. Vale tudo para evitar um imóvel desocupado. “Em relação a setembro do ano passado, temos um aumento na taxa de desocupação na ordem de 20%”, esclareceu. “As pessoas não conseguem fazer planejamento devido à economia insegura de hoje. Por isso, tentam reduzir custos”, disse.
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