Os números da carreira do músico francano Diego Figueiredo impressionam. Aos 35 anos de idade, ele já fez shows em mais de 70 países, lançou 23 CDs e levou para casa dois prêmios do Festival de Montreux, na Suíça. Passando uma temporada em Franca, onde apresenta o projeto “Diego Figueiredo convida Moraes Moreira” no dia 8 de outubro, ele rasga elogios pela Terra das Três Colinas. “Franca é a minha cidade, minha terra querida. Toda minha família mora aqui, minha mãe, meus irmãos, meus primos e amigos de infância. Quando não estou em viagens internacionais ou compromissos, sempre estou em Franca”. Confira o Jogo Rápido do talentoso Diego:
Como surgiu seu interesse por música?
Quando eu tinha seis anos de idade, meu pai me deu um bandolim e comecei a ouvir discos de chorinho desde novo. Meu pai era engenheiro de minas, mas gostava mesmo de tocar violão. Então foi aí o começo de tudo.
Como desenvolveu sua carreira?
Comecei a estudar música desde muito jovem, quando tive contato com vários instrumentos. Aos 12 anos resolvi me dedicar à guitarra e ao violão, por influência do meu irmão Tacio Figueiredo. Desde então me dediquei profundamente ao instrumento, aproximadamente 8 horas diárias, durante vários anos. Comecei a tocar em bares, bailes, bandas de diferentes estilos, mas já sabia do meu potencial como solista e instrumentista. Já com 16 anos ganhei alguns festivais regionais de música e começava a observar um futuro de uma carreira sólida e promissora. Com o passar do tempo veio o amadurecimento musical e o desenvolvimento de uma maneira muito particular de tocar o violão e a guitarra, o que estava me rendendo grande repercussão. Com 19 anos comecei a ganhar importantes prêmios nacionais, como o Prêmio Visa, Icatu Hartford, e então começaram os convites para shows internacionais. Dos meus 20 anos até aqui já fiz shows em mais de 70 países, ganhei 2 prêmios no Festival de Montreux, na Suíça, e já lancei 23 CDs. Apesar da pouca idade tenho realizado grandes conquistas, levando minha música ao mundo.
Quem são seus ídolos?
O músico que mais influenciou a minha carreira foi meu ex-professor chamado Haroldo Garcia, que tenho um reconhecimento e uma gratidão muito grande.
Na sua carreira, você já se apresentou com grandes artistas. Você pode nos citar os mais marcantes?
Cyrille Aimée, Gilberto Gil, Toquinho, João Bosco, Belchior, Ângela Maria, Sandra de Sá, Fafá de Belém, Sergio Reis, Renato Teixeira, Eduardo Araújo, Margareth Menezes, Roberto Menescal, Luiz Caldas, Armandinho Macedo, Fagner, Osvaldo Montenegro, Geraldo Azevedo, Larry Coryell, Paula Lima, entre outros.
Qual artista que você ainda não trabalhou e sonha em trabalhar junto?
Existem muitos músicos incríveis no mundo que eu ainda quero tocar e fazer projetos. Queria muito ter tocado com o violonista espanhol Paco de Lucia, mas infelizmente ele faleceu ano passado e não tive essa oportunidade.
O que podemos esperar do evento Diego Figueiredo convida Moraes Moreira?
Esta é a oitava edição do projeto “Diego Figueiredo convida” na cidade de Franca. Tenho certeza que o público irá se surpreender com esse show, onde vamos tocar os grandes sucessos de Moraes Moreira, como Preta pretinha, Brasil pandeiro, Meninas do Brasil e muitas outras. Vou também fazer um show de violão explorando as minhas técnicas e o meu repertório com meu grupo. Cada edição do projeto é uma surpresa e um show diferente. O público que já conhece o projeto sabe disso, e gostaria de convidar a todas as outras pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de presenciar este projeto que, com certeza, vão se surpreender. É um clima muito inimista e a plateia se sente em casa.
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