Cerca de 1,7 mil pessoas participaram, na manhã de ontem, de um ato em repúdio à medida anunciada pelo Governo Federal que prevê cortes nos repasses ao Sistema S (Sesi, Senac, Senai, Sesc, Sebrae, Senar, Sest, Senat e Sescoop). A ação, que aconteceu no Sesi (Serviço Social da Indústria), reuniu alunos, pais e colaboradores da escola e também do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), em um abraço simbólico ao prédio, como forma de demonstrar a insatisfação com a possível aprovação da medida.
Anunciada em setembro pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a proposta prevê redução de 30% nas alíquotas do Sistema S, sendo que esses recursos passarão a ser direcionados para a Previdência Social.
Organizadores do ato na cidade, o diretor de atividades do Sesi, Ivair Alves Luiz, o diretor do Senai, Wagner Lopes, e o diretor do Fiesp (Federação da Indústria do Estado de São Paulo), Wayner Machado da Silva, foram categóricos ao afirmar que, se aprovada a medida, será impossível manter a mesma qualidade no serviço e não realizar cortes.
Oferecendo cerca de 3 mil vagas de cursos de capacitação por ano e contando com 90 funcionários, de acordo com o diretor do Senai, 800 delas serão comprometidas com o corte. “Na realidade, todo o sistema será prejudicado, teremos cortes de vagas, funcionários, e a indústria será prejudicada também, pois formaremos menos profissionais para a cidade”, disse.
Atualmente, o Sesi atende 1,6 mil alunos e têm 198 funcionários. Mesmo sem falar em números, o diretor do Sesi afirmou que os cortes serão impossíveis. “Perdendo 30% da arrecadação, naturalmente teremos que cortar os gastos na mesma proporção, isso é natural. Por isso, estamos lutando para que isso não aconteça. Vamos continuar buscando apoio para mantermos a qualidade do serviço que realizamos e não termos todo o trabalho do Sistema S prejudicado com essa medida”, disse.
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