Maria da Graça gosta de textos de jardinagem; Edna gosta de pagar a conta apenas com cartão de débito; Eduarda gosta de sua marmita com bastante feijão e carne bem passada; Luiz Cruz não gosta de moedas, e sempre pergunta se posso arredondar o valor de sua conta: “Se eu pedir para arredondar, a senhora não vai falar mal da minha mãe?!”.
Cotidianamente me perguntam por que ainda trabalho no restaurante, mesmo depois da luta e conquista de um diploma em uma universidade de grande mérito, e para mim este é um questionamento que possui uma retórica tão clara dentro de quem sou, que são as indagações que soam sem sentido.
Entre o tropeçar diário de minhas palavras, me pego citando quão aprendemos o tempo todo com todas as pessoas, sem exceção. A diferença é que algumas nos ensinam com coração o que devemos seguir, e outras nos ensinam com leviandade do que devemos nos afastar.
Pensando nisso, um sábio que só vi uma vez, citou: “Devemos levar como lema da vida, a busca de nossa mais profunda realização através das coisas que fazemos.”.
E através do trabalho no restaurante, eu posso escrever.
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