Na esteira da gasolina, preço do álcool volta a subir em Franca


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Até a tarde de ontem, os valores do litro do álcool variavam de R$ 1,859 a R$ 2,399. No caso da gasolina, de R$ 2,949 a R$ 3,499
Até a tarde de ontem, os valores do litro do álcool variavam de R$ 1,859 a R$ 2,399. No caso da gasolina, de R$ 2,949 a R$ 3,499
Os motoristas francanos levaram um susto nessa quinta-feira. Depois do anúncio do aumento no preço da gasolina e do óleo diesel por parte da Petrobras, o reajuste dos valores nas bombas dos postos já era esperado. O que não se esperava era que o álcool, que não sofreu nenhum tipo de aumento de tributos por parte do governo, também subisse. E tanto. Foram R$ 0,40 por litro da noite para o dia. Os postos começaram a troca de preços ainda nas primeiras horas de ontem. Até por volta da hora do almoço, boa parte já trabalhava com novos valores.
 
O Comércio visitou 18 postos espalhados pela cidade. Em apenas três, os preços ainda não tinham sido reajustados, mas seriam assim que acabassem os estoques. Até a tarde de ontem, os valores do litro do álcool variavam de R$ 1,859 a R$ 2,399. No caso da gasolina, de R$ 2,949 a R$ 3,499. Já o diesel de R$ 2,79 a R$ 2,97. Os preços mais baixos foram encontrados em postos sem bandeiras.
 
Para o representante comercial Luiz Antônio Silva, de 56 anos, morador no Jardim Luiza, o aumento no preço do álcool vai pesar no bolso. “É uma palhaçada o que estão fazendo aqui em Franca. A gente acorda e nunca sabe qual valor vai encontrar no posto. Não tem como fazer programação na semana deste jeito. É um abuso isso.” Ele ainda não fez a conta de quanto deve gastar a mais com combustível.
 
A empresária Débora Almeida Duarte, de 28 anos, moradora no Jardim Zelinda, também se queixou. “Não entendo como o álcool pode subir assim em todos os postos ao mesmo tempo.”
 
O presidente do Sincopetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo) de Franca, Marcos Antônio do Nascimento, disse que o aumento no valor do álcool é, na verdade, um reflexo do reajuste de preços feito pelas usinas. “Na quarta-feira, quando eu fui fazer um pedido já me informaram que haveria esse aumento no álcool. Perguntei as razões e o pessoal da distribuidora só falou que era o repasse das usinas.”
 
Ele disse que os postos não têm como absorver este aumento e, por isso, tiveram de repassar ao consumidor final. “As pessoas pensam que somos culpados, mas não é bem assim. Dependemos das usinas e das distribuidoras”, afirmou. 
 
No caso da gasolina e do óleo diesel, o presidente da Sincopetro disse que os aumentos estão diretamente ligados aos reajustes por parte da Petrobras. 
 
Sobre o sobe e desce dos preços nas bombas dos postos da cidade, Marco Antônio disse que no início do mês, mais uma vez, as distribuidoras estavam oferecendo descontos que foram repassados ao consumidor. “Depois, os preços voltaram a se estabilizar e agora também fomos pegos de surpresa.”
 
Sobre o futuro, Nascimento disse que tudo vai depender de como o mercado deve se comportar. “Normalmente, quando há esses reajustes maiores, o consumo cai e as vendas são afetadas, o que acaba forçando as distribuidoras a diminuírem o preço de novo. Espero que desta vez seja assim também”, disse.
 
 
 

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