Morreu às 12h30 de ontem, terça-feira, no Hospital São Joaquim/Unimed de Franca, aos 90 anos, o respeitado pecuarista e cafeicultor da região de São José da Bela Vista (SP), Wilson Cury, o conhecido ‘Nenê’ Cury.
Os últimos seis anos, após sofrer um AVC, Wilson viveu sem poder exercitar na plenitude o que mais gostava: sua vocação de cuidado com a terra e ao gado leiteiro, sua especialidade. Há 60 dias, grave crise hiploglicêmica fez piorar seu estado físico. Sem melhoras no tratamento doméstico, foi internado na terça-feira, 22 de setembro, e esteve sob cuidados médicos intensivos até ontem. Seu filho Fernando disse que o pai, com pneumonia, foi a óbito.
Wilson viveu toda a vida cuidando de propriedades rurais e da família. Casou-se com Gioconda Antunes e foi residir na fazenda Bocaína, pertencente a tio seu. Dois filhos, de três que tiveram (Benjamim Neto, casado com Beatriz; e Wilson Júnior, casado com Imalda), nasceram enquanto o casal lá residia.
Fernando, o mais novo, casado com Ana Luiza, nasceu depois que seus pais se mudaram para São José da Bela Vista, em sítio próprio. Vibrante e disponível, acabou ajudando também seus pais, Benjamim e Mariana Cury, e irmãos, a melhorarem a produção da fazenda Brejo Limpo, também da família, localizada próximo ao sítio. Dos enlaces dos filhos, Wilson e Gioconda tiveram quatro netos (Bruno, administrador de empresas; Mônica, arquiteta, e os jovens Sofia e Henrique).
Em 1979, nova decisão de transferência de residência, desta feita a Franca, para ajudar no cuidado à saúde da avó Mariana, e possibilitar acesso dos ‘meninos’ a escolas superiores. Na ocasião, convidaram a morar em sua casa, a jovem Marta Helena Panício, ex-vizinha de São José da Bela Vista. Quiseram, com isso, apoiar seu desejo de frequentar escola e encontrar oportunidades profissionais na cidade maior. Ela se tornou, segundo Fernando, ‘a filha que meus pais não tiveram, verdadeira irmã nossa.’
‘Nosso pai foi um homem de bem, forte, integralmente disposto a doar-se mesmo que se fossse necessário sofrer para que tivéssemos vida bem posta, sem dificuldades. Nunca levantou a mão para nos corrigir. Apenas falava e nos olhava firmemente. Aprendemos com ele que ser do bem, ser íntegro e dedicado à pessoas que amamos são as mais importantes lições que se deve viver e passar adiante’, disse ele.
O velório está acontecendo no São Vicente de Paulo. Sepultamento, sob cuidados da Funerária Santa Bárbara, ocorrerá às 10 horas de hoje, no Cemitério da Saudade.
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