Mãe perde bebê de 9 meses e acusa S. Casa de negligência


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A dona de casa Marília Fonseca, 33, diz que mesmo com uma gravidez de risco, hospital teria se recusado a fazer cesárea
A dona de casa Marília Fonseca, 33, diz que mesmo com uma gravidez de risco, hospital teria se recusado a fazer cesárea
Depois de acompanhar na semana passada o caso da artesã Marcela Roberta Ferreira Vieira, 23, que perdeu a filha Gabrielly, de 9 meses, após passar por diversos atendimentos na Santa Casa de Franca, a dona de casa Marília Couto Batista Fonseca, 33, resolveu contar que passou por caso semelhante, no mês de junho deste ano. Ela, depois de passar pelo hospital e ser liberada, perdeu o segundo filho, Calebe, e teve de passar por uma cesárea para retirar o bebê.
 
Segundo ela, que teve diabete gestacional e pressão alta, foi a negligência no atendimento recebido no hospital que provocou a morte da criança que pesava mais de quatro quilos e, de acordo com exames realizados durante todo o pré-natal, estava bem quando ela procurou o hospital pela primeira vez. 
 
“Procurei a Santa Casa pela primeira vez no dia 2 de junho. Estava com muitas dores e o médico que realizava meu pré-natal me disse que, para ter o bebê, precisava procurar o hospital”, disse. “Com uma gravidez de risco, mesmo estando no dia, me sentindo muito mal e com uma cesárea no histórico, me disseram que deveria esperar o parto normal e que estava tudo bem”, completou.
 
Ela relata que, já no dia seguinte, deixou de sentir o filho, voltando ao hospital. “Foi quando constataram que ele já estava morto. Mas, como no dia anterior estava tudo bem e ele morreu assim? A pessoa que me atendeu foi negligente e perdi meu bebê”, disse. 
 
Marília, que registrou boletim de ocorrência logo após a morte do filho, disse que acionará um advogado para entrar na Justiça, por acreditar que a Santa Casa foi negligente durante o seu atendimento.
 
“Quantas mães ainda perderão os filhos nesta mesma situação? Isso não pode continuar acontecendo e acredito que, contando a minha história, posso ajudar a alertar sobre esse problema, que vive se repetindo”, desabafou.
 
Atendimento
Por meio de nota, a Santa Casa de Franca informou que a paciente procurou atendimento no hospital no dia 2 de junho. Na ocasião, foi realizado exame para verificar a vitalidade fetal e o resultado foi normal. De acordo com a nota, ela foi liberada e orientada a procurar o Pronto-socorro caso apresentasse algum problema. Já no dia 4, ela retornou à instituição quando foi constatada a ausência de batimentos cardíacos do feto, sendo realizado procedimento cirúrgico de retirada do feto sem vida, no mesmo dia.
 
Investigação
De acordo com o delegado regional do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) de Franca, Ulisses Minicucci, os dois casos devem ser apurados. 
 
“Toda vez que há uma denúncia, o Cremesp investiga o que aconteceu. Isso será feito também com esses dois casos. Os procedimentos de atendimentos, com certeza, serão avaliados e saberemos se houve negligência por parte do hospital ou não”, disse ele. 
 

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