Número de homicídios até setembro está próximo de superar todo ano de 2014


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Lavrador José Aparecido de Oliveira é ouvido por policial da DIG. Ele confessou ter matado João Caetano dos Santos no último dia 15
Lavrador José Aparecido de Oliveira é ouvido por policial da DIG. Ele confessou ter matado João Caetano dos Santos no último dia 15
Nas últimas semanas, a violência em Franca disparou e expôs estatísticas que surpreenderam até mesmo autoridades policiais. Em um intervalo de apenas quinze dias, seis assassinatos foram registrados na cidade. Eles fazem parte das 17 mortes por homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte) ocrridas de janeiro a setembro de 2015, número que quase se iguala ao total desses tipos de crime registrados ao longo de 2014.
 
De janeiro a dezembro do ano passado, foram 19 mortes motivadas por dívidas relacionadas a drogas, ciúmes, dinheiro e outras causas. Alguns meses foram mais violentos e um índice maior de mortes fez parte do cotidiano dos francanos. Em julho de 2014, por exemplo, foram seis assassinatos em 31 dias. Apenas na primeira quinzena de setembro deste ano, já foram cinco.
 
O aumento das mortes em 2015 por este tipo de ocorrência, especialmente, neste mês, chamou a atenção dos policiais responsáveis pela elucidação dos casos e tem exigido tomada de medidas mais severas. A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) reforçou o número dos agentes especificamente ao setor de homicídios para que os casos sejam solucionados mais rapidamente.
 
A implantação surtiu efeito e menos de 48 horas depois da morte do desempregado João Caetano dos Santos, de 42 anos, no último dia 15, os investigadores chegaram ao suspeito. Trata-se do lavrador José Aparecido de Oliveira, 57. Ele confessou ter matado a facadas Santos, que era seu amigo há 20 anos, mas os dois tinham desentendimentos constantemente. 
 
Após beberem juntos em um bar da Vila São Sebastião, Santos e Oliveira tiveram um novo entrevero e, sentindo-se ameaçado, o lavrador esfaqueou o desempregado duas vezes no pescoço e uma no abdômen. Por ter admitido o crime e não ter sido preso em flagrante, o acusado responderá pelo homicídio em liberdade. 
 
Para o delegado Márcio Garcia Murari, que comanda as investigações da delegacia, não há uma explicação plausível para o aumento nos homicídios nem como preveni-los. “Estou na DIG há nove anos e nunca tive um mês em que ocorreram tantas mortes em um curto período de tempo. Setembro tem sido um mês atípico e que fugiu da normalidade. As pessoas têm matado, muitas vezes, por pouca coisa e motivos fúteis”, disse o delegado.
 
Em setembro
A primeira quinzena de setembro já superou os índices do mês inteiro em 2014. No ano passado, apenas um homicídio foi investigado pelos policiais da DIG. Já em 2015, foram cinco. Além da morte de Santos ter sido solucionada, o crime passional envolvendo a bancária Rosane Berteli de Souza, de 24 anos, já foi elucidado. Na ocasião, a Polícia Militar identificou o comerciante Breno Helton Costa Rezende, 32, como o assassino de Rosane.
 
O morte da jovem aconteceu no dia 8 de setembro, em um estacionamento da rua Júlio Cardoso, no Centro. Enquanto entrava no local para buscar seu carro, Rosane foi abordada pelo ex-namorado, o comerciante Breno. Inconformado com o fim do relacionamento de um ano, ele deu um tiro em sua cabeça e fugiu do local. Em seguida, dirigiu até a rua Campos Salles, deu um tiro na boca e foi socorrido até a Santa Casa. Posteriormente, foi para o Hospital Regional, onde permanece internado e sob escolta policial. Ele foi autuado em flagrante por homicídio qualificado e o inquérito foi encerrado na semana retrasada. Agora, o caso segue na Justiça.
 
Sob investigação
Outros três crimes seguem sob os olhares dos investigadores da DIG: do pedreiro Samuel Pereira Medeiros, 18; do lavrador Marcelo Rezende Machado, 34; e do agricultor Pedro Ponce Fernandes, 76. Destes, apenas o de Machado está praticamente esclarecido. O suspeito, que já foi localizado, prestou depoimento na DIG no dia 18 e negou o assassinato. “Mesmo assim, há provas contundentes de que ele foi o responsável. Continuamos firmes com a investigação”, disse Murari. Já as mortes de Medeiros e Fernandes seguem sem pistas. 
 
 

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