Do que são feitos nossos vereadores?


| Tempo de leitura: 2 min
Durante as eleições municipais, salvo algumas exceções, quando o eleitor anota seu voto na urna eletrônica, espera ser dignamente representado na administração. Pelo prefeito, que deve antes de tudo atentar para o bem comum com suas decisões. Parte dele o planejamento de investimentos, de obras e do bem estar da comunidade que dirige. E pelos vereadores, que precisam ouvir a população, conhecer os seus anseios e necessidades, auxiliando na aplicação de recursos com suas indicações e fiscalizando os atos do prefeito. Por isso, desde o último pleito municipal, os eleitores de Franca veem-se órfãos tanto do Poder Executivo quanto do Legislativo. Hoje, o município conta com um prefeito que não governa e com a maioria de uma Câmara de Vereadores que não legisla.
 
Diante das sérias denúncias que envolvem o atendimento médico prestado sob a administração de Alexandre Ferreira (PSDB), o que culminou em uma investigação para a esfera criminal, poucos vereadores vieram a público para cobrar explicações. Apenas uns quatro ou cinco que se recusam a integrar a base aliada têm mostrado preocupação com os fatos que transformaram o mandato de Alexandre num caso de polícia. Desde o acordo fechado com a Empresa São José a portas fechadas, em evidente prejuízo para os usuários, passando pela “indústria das horas extras” que funcionava na área de saúde e pelas mortes suspeitas envolvendo o atendimento médico público, não se viu qualquer manifestação ou ação mais efetiva dos nossos legisladores. Até hoje, o cidadão francano vem sendo tratado com descaso e verdadeiro desprezo, algo que se vê apenas em regimes autocráticos, onde os detentores do poder acreditam não ter necessidade de dar satisfações a ninguém.
 
Do que são feitos os vereadores de Franca, que se preocupam em discutir assuntos irrelevantes, fechando os olhos para irregularidades de seus próprios pares, como a agressão de Luiz Vergara (PSB) a um contribuinte, o qual recebeu apenas uma suspensão, contrariando a maioria dos francanos que pedia uma pena maior? Faltam à maioria deles espírito público, humanidade e preocupação com o interesse coletivo. Do contrário, Franca não estaria nesta situação, com uma série de inquéritos civis, criminais e trabalhistas abertos contra o prefeito e alguns de seus auxiliares. Não se vê independência numa Câmara que, ao contrário de outros legislativos do País, abriu mão do orçamento impositivo para ficar mendigando migalhas a Alexandre Ferreira. Os vereadores da base aliada podem ser tudo, menos homens públicos. Felizmente, daqui a um ano o povo francano saberá lhes dar a devida resposta nas urnas.
 
 
email opiniao@comerciodafranca.com.br
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários