A Secretaria Estadual de Educação anunciou a nova configuração de suas escolas para 2016, nesta semana. A proposta é reduzir o número de unidades com três ciclos de ensino (1º ao 5º do fundamental, 6º ao 9º do fundamental e ensino médio), aumentando a quantidade de escolas com apenas um ciclo. A medida implica no remanejamento de 1 milhão de estudantes para prédios distintos, de acordo com a faixa etária.
“Além de ter uma escola focada em sua faixa etária, sem mistura de alunos de 6 anos com adolescentes de 17 anos, o estudante ganhará com a maior fixação dos professores, já que os docentes terão mais alunos de determinado ciclo para atribuir aulas em uma só unidade”, disse, em nota, o secretário de Estado da Educação, Herman Voorwald.
Para que a separação dos alunos aconteça, os dirigentes regionais de ensino deverão apontar em quais unidades de sua jurisdição o plano se aplica. Eles devem observar, por exemplo, que haja escolas disponíveis para separação em um raio de 1,5 quilômetro, uma vez que os alunos não poderão ser prejudicados pela distância ao serem transferidos. Em Franca, os estudos já começaram e devem ser entregues até 22 de outubro ao Estado.
“Estamos fazendo reuniões com as equipes e diretores para falar sobre as mudanças, mas ainda não temos nada definido. Estamos em processo de estudos”, afirmou a diretora regional de ensino, Maria Luiza Machado. “Mas eu acredito que será uma mudança benéfica, se ocorrer nos termos em que foram apresentados”, completou.
De acordo com a Secretaria, a medida foi proposta com base em um estudo, encomendado à Fundação Seade, que aponta um rendimento 10% melhor nos alunos de escolas de ciclo único em relação aos estudantes de unidades com três ciclos. Além disso, o sistema equalizaria as atividades entre centros ociosos e superlotados. Este segundo argumento também se baseia em um estudo da Seade que mostra a perda de 2 milhões de alunos do Estado entre os anos de 1998 e 2015 - seja pela baixa na natalidade em São Paulo, pela municipalização do ensino fundamental ou migração para a rede privada.
“São Paulo passa de 6 milhões para 4 milhões de estudantes em menos de 20 anos. Isso ocasionou carteiras, cadeiras e, principalmente, salas vazias em muitas escolas”, disse Voorwald. Ainda segundo o Estado, a divisão dos alunos em escolas segmentadas ofereceria uma melhor utilização dos espaços, focando em, por exemplo, laboratórios aos mais velhos e áreas de recreação e desenvolvimento infantil aos mais novos.
Para os professores, a promessa é de que não haja nenhuma mudança trabalhista, a não ser a de endereço do local de trabalho.
Novembro
No dia 14 de novembro, as escolas promoverão o Dia E, evento em que os pais serão convocados às escolas para saberem sobre o novo processo de reorganização e em quais unidades os filhos estudarão no ano seguinte.
Os pais devem, desde já, atualizar os dados de seus filhos. A orientação é para que acessem o endereço eletrônico www.atualizeseusdados.educacao.sp.gov.br para conferir e modificar, quando necessário, suas informações.
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