População do São Francisco reclama de falta de cursos no bairro


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Sede da associação de moradores dos bairros Panorama e São Francisco: entidade não tem cursos e atividades para população
Sede da associação de moradores dos bairros Panorama e São Francisco: entidade não tem cursos e atividades para população
Em um bairro sem opções de esporte e lazer, a associação de moradores, que poderia ser uma alternativa para a população, também decepciona. Faltam cursos e atividades na Associação dos Moradores dos Jardins Panorama e São Francisco.
 
Segundo os moradores, o local fica a maior parte do tempo fechado e, quando abre, é para locação de festas e eventos. “A gente tinha aula de ginástica, mas parou de ser oferecida sem nenhuma explicação”, disse a sapateira Elisângela Tognatte Rodrigues, 41. Segundo ela, um grupo de cerca de 20 pessoas fazia aulas duas vezes por semana.
 
A dona de casa Jamice Barbosa Souza, 45, moradora do São Francisco, disse que no local já teve aula de dança, luta, oferecimento de sopa e serviços de advocacia. “Queria que tivesse também mais opções para o bairro, como academia ao ar livre e UBSs”, disse a moradora.
 
O pedreiro Luiz Silva, 43, conta que já fez um abaixo-assinado para pedir áreas de lazer para o bairro. “Não tem nada aqui. Onde tem campinho, está sem cuidado e cheio de lixo e urubu”, reclamou.
 
Os problemas vieram à tona no programa Hora da Verdade Itinerante, que aconteceu ontem no bairro São Francisco. O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Franca, Agnaldo Madaleno, também participou da programação da rádio Difusora (leia texto nesta página).
 
Participação
Diante das reclamações, o tesoureiro da Associação Comunitária, André Szabó, confirmou a falta de atividades. Mesmo assim, alegou que há falta de interesse dos moradores. “Nos últimos cursos, não tivemos um número mínimo de interessados. A comunidade não participa das reuniões”, afirmou o tesoureiro.
 
Segundo ele, atualmente existe um curso de arte marcial e, até o fim do ano, haverá cursos de informática. “Recebemos uma subvenção este ano de cerca de R$ 32 mil, mas nem sempre esse dinheiro pode ser usado na contratação de professores para atividades.” As reuniões na Associação acontecem no segundo sábado de cada mês, às 8 horas.
 
A reportagem procurou o presidente Agmar dos Reis pessoalmente e por telefone, mas não foi encontrado.

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