Instituto apresenta defesa contra pedido de bloqueio em Franca


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O ICV (Instituto Ciências da Vida) apresentou na última quarta-feira sua defesa prévia na ação cautelar proposta pelo Ministério Público do Estado, na qual o promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges pede que os pagamentos ainda devidos pela Prefeitura de Franca sejam suspensos ou, caso não haja mais pagamento em aberto, os bens do ICV sejam bloqueados no valor de R$ 940 mil. 
 
Na ação, o promotor considera ilegal o pagamento feito a seis falsos médicos que atuaram em Franca contratados pelo ICV e, para garantir a devolução desses valores, pede a suspensão ou bloqueio. 
 
Em sua defesa, o ICV afirma que precisa do dinheiro ainda a ser pago pelo município (não cita qual seria a quantia devida) para pagar o salário dos médicos. Segundo o Instituto, ao todo, seriam cerca de 70 profissionais que seriam prejudicados caso a Justiça acate o pedido feito pelo Ministério Público. 
 
Mesmo já tendo admitido a existência dos falsos médicos em seus quadros profissionais e com a comprovação feita tanto pela Prefeitura como pela Polícia sobre a ação da quadrilha de falsário, o ICV afirma à Justiça que não é possível determinar quantos falsos médicos agiram nem se realmente eles estiveram em Franca e por qual período. O Instituto esqueceu que ele mesmo enviou uma relação ao Ministério Público, contendo os valores pagos aos falsários e os dias em que o grupo teria atuado no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. 
 
Os pedidos feitos pelo Ministério Público ainda não foram analisados pela Justiça. A ação corre na Vara da Fazenda Pública.
 
 
 

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