Após 15 dias, o comerciante Breno Helton Costa Rezende, de 32 anos, que matou a bancária Rosane Berteli de Souza, 24, deixou o CTI (Centro de Terapia Intensiva) do Hospital Regional. Ontem, segundo fontes ligadas ao hospital e à polícia, ele foi transferido para um quarto, está acordado e com sequelas após atentar contra a própria vida com um tiro na boca.
Embora tenha apresentado melhora em sua saúde, Breno permanece internado sem previsão de alta, sob escolta policial e já foi indiciado por homicídio qualificado. De acordo com pessoas ligadas às polícias Civil e Militar, ele estaria completamente paralisado do lado direito do corpo e movimentando apenas um dos olhos. Há informações de que ele estaria cego de outro, usando fraldas e com a cabeça ainda enfaixada graças aos ferimentos.
Não é possível precisar se ele tem consciência do que fez. Segundo a polícia, nem mesmo a família pode visitá-lo. Breno também teria ficado com outras sequelas em razão de perda de massa encefálica. Porém, a gravidade não foi divulgada nem especificada pelo hospital, que sequer confirmou se ele deixou o CTI. A reportagem tentou falar com familiares, mas não obteve sucesso. Um advogado constituído para acompanhar o caso também não foi encontrado.
O crime
Inconformado com o fim do namoro de um ano, Breno tentava, constantemente, reatar com Rosane. Diante das negativas, que havia se separado do ex há um mês justamente por seu comportamento agressivo, ele a procurou.
O homicídio aconteceu no dia 8 de setembro, em um estacionamento da rua Júlio Cardoso, no Centro. Antes de ir até o local, Breno foi até o banco Itaú onde Rosane trabalhava. Ele, então, resolveu abordá-la quando ela buscava seu carro no estacionamento.
Assustando-a com sua presença, o acusado a abraçou e eles conversaram. Um manobrista, que presenciou a cena, deixou o local após a bancária dizer que estava tudo bem. Minutos depois, ela foi morta com um tiro na cabeça. O acusado, identificado pela Polícia Militar, dirigiu sua Saveiro até a rua Campos Salles, ligou para um parente e tentou se matar. Ele ainda deixou uma carta, em que pediu perdão à própria família.
O comerciante foi levado para a Santa Casa e depois ao Hospital Regional. Ele foi autuado em flagrante e a polícia aguarda que tenha alta para definir seu destino.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.