Lojas de importados de Franca já sofrem com alta histórica do dólar


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Douglas Ramos, gerente da World Magic: loja de presentes, que tem foco em importados, precisou reajustar o preço de 70% das mercadorias do estabelecimento
Douglas Ramos, gerente da World Magic: loja de presentes, que tem foco em importados, precisou reajustar o preço de 70% das mercadorias do estabelecimento
Com o valor do dólar superando os R$ 4, produtos, alimentos importados e viagens já ficam mais caros ou têm perspectiva de aumento. Em meio aos reajustes, os comerciantes temem prejuízo. Para o consumidor, algumas compras já pesam no bolso.
 
Massas, queijos e vinhos estão entre os alimentos e bebidas que já estão mais caros ou vão subir em breve. Na fabricante de massas Nonna Tóta, a farinha é uma das matérias-primas que encareceu com o dólar. A tabela de preços está sendo adaptada ao novo valor do dólar e alguns produtos já ficaram mais caros, especialmente os que levam queijos. “Estamos tentando controlar os preços, mas não está fácil. Alguns produtos que compro estão cerca de 30% mais caros e isso sobe cerca de 2% no preço final”, disse a proprietária Claudelice Buranelli. Para superar esse momento, a empresa tem feito cortes internos e procurado fornecedores mais baratos.
 
Mas em meio aos aumentos, há uma boa notícia. O pãozinho não deve ficar mais caro nos próximos 30 dias, mas está na zona de risco devido ao preço da farinha, que é importada, principalmente da Argentina. Segundo o presidente do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Franca e Região, Augustinho Juliati, ainda serão avaliados os novos custos proporcionados pela alta do dólar.
 
Já na loja de presentes World Magic, o aumento chega a 20% nos brinquedos, perfumes e utilidades domésticas. “Como o aumento por parte das distribuidoras de importados foi grande, não tem como não aumentar as mercadorias”, disse o gerente Douglas Ramos. Cerca de 70% dos produtos já aumentaram de preço na loja. A proposta é tentar trabalhar com alguns produtos nacionais.
 
A loja de eletrônicos Yep!Shop também já vive os reflexos da alta da moeda americana, por trabalhar com produtos que são importados ou têm componentes vindos do exterior. “A cada renovação de estoque, o preço muda e temos que aumentar. Alguns itens já ficaram R$ 100 mais caros”, disse o proprietário Ramon Oliveira.
 
No ramo dos perfumes, itens comuns no setor de importados, os preços também já começaram a subir, ficando de 10% a 15% maiores. “Ainda tenho mantido o nível de venda, porque as pessoas estão comprando menos no exterior”, disse a proprietária da perfumaria Helena Couto, Francisca Couto.
 
As agências de viagens confirmam esse menor gasto com compras em outros países. “As pessoas se preocupam com o consumo que farão nos outros países, por esse motivo, já até registramos cancelamentos de viagens”, disse a supervisora de vendas da CVC, Fernanda Mendes.
 
Nas casas de câmbio de Franca, o dólar estava sendo vendido na tarde de ontem a R$ 4,38 em espécie. Para cartão de crédito, estava R$ 4,56 em uma e R$ 4,59 em outra casa (leia mais na Página 14A).
 
 

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