Quando as populações humanas deixaram de ser nômades, a vida das pessoas passou a depender substancialmente da agricultura. A produção e armazenamento de cereais, porém, acabou por atrair roedores. Foi nesse momento que os gatos vieram a fazer parte do cotidiano do ser humano. Por possuírem um forte instinto caçador, esses animais espontaneamente passaram a viver nas cidades e exerciam uma importante função na vida urbana: eliminar os ratos e camundongos que invadiam os armazéns de cereais e outros lugares onde eram guardados os alimentos.
Registros encontrados no Egito, como gravuras, pinturas e estátuas de gatos, indicam que a relação desse animal com os egípcios data de pelo menos 5 000 anos. Imagens encontradas em escavações revelam que, nessa época, os gatos eram venerados e considerados animais sagrados. A deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora do homem, era representada na forma de uma mulher com a cabeça de um gato. Seu nome era Bastet.
Na verdade, o amor dos egípcios por esse animal era tão intenso que havia leis proibindo que os gatos fossem “exportados”. Qualquer viajante que fosse encontrado levando um gato para fora do território era punido com a pena de morte. Quem matasse um gato também recebia igual catigo. Em caso de morte natural do animal, seus donos deveriam usar trajes de luto, como se ele fosse um membro próximo da família.
Antes de ter papel tão importatne na vida dos egípcios, o gato já haviam conquistado os habitatnes da Ilha de Chipre, perto da Grécia. Ali arqueólogos encontraram desenhos que datam de 9.500 anos e mostram estes animais junto a seus donos.
Gatas alcançam maturidade sexual entre 4 a 10 meses de idade, e gatos entre 5 a 7 meses após o nascimento. A gestação dura de 63 a 65 dias aproximadamente. Uma gata pode gerar de um a oito filhotes. Os recém-nascidos devem manter-se com a mãe por 60 dias.
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