Alexandre Ferreira rompe acordo e orçamento impositivo é adiado


| Tempo de leitura: 2 min
Alexandre Ferreira (PSDB) volta a descumprir acordo intermediado pelo seu atual líder
Alexandre Ferreira (PSDB) volta a descumprir acordo intermediado pelo seu atual líder
Dezembro de 2013: o prefeito não cumpriu acordo feito com sua base aliada e comprou por decreto prédio no valor de R$ 3,3 milhões para ser usado como depósito de merenda sem consultar os vereadores. Então líder do governo, Adérmis Marini (PSDB) avaliou a rasteira como desrespeito à Câmara e deixou a liderança. Setembro de 2015: Alexandre Ferreira (PSDB) volta a descumprir acordo intermediado pelo seu atual líder, Luiz Vergara (PSB), e promessa de aprovar orçamento impositivo é rasgada, com o adiamento por quatro sessões.
 
A proposta é discutida pela Câmara há quase dois anos. A aprovação tornaria obrigatória a execução das sugestões indicadas pelos vereadores dentro de um limite previsto. Hoje, os pedidos feitos à Prefeitura não têm força de lei e dependem da boa vontade do prefeito para serem atendidos.
 
Em 2014, projeto com a mesma finalidade chegou a ser discutido, mas foi retirado, pois não conseguiria os votos necessários. A proposta voltou ao plenário ontem, já corrigida após sugestões do prefeito. O projeto original previa um limite de 1,2% do orçamento para os vereadores apresentarem emendas, mas o teto foi reduzido para 0,5%. “Este percentual veio do Executivo, do qual o Vergara é o líder, mas, mesmo assim, a orientação que o governo deu é para que o projeto não seja mais aprovado. Mais uma vez, a palavra empenhada não fui cumprida”, disse Daniel Radaeli (PMDB). “Todos os vereadores estão querendo aprovar o orçamento impositivo, mas estão com medo do governo. Se não aproveitarmos a oportunidade, é melhor fechar a Câmara e ir para casa”, completou Valéria Marson (PSDB).
 
Josivaldo Bahia (PTB) foi o encarregado de apresentar a estratégia que havia sido passada pelo governo e pediu o adiamento do projeto por dez sessões usando desculpa manjada. “Precisamos analisar melhor para votar com mais confiança.” “Não há justificativa para adiar mais. O projeto está na Câmara desde 2013”, rebateu Márcio do Flórida (PT).
 
Visivelmente constrangido por ver o acordo feito com os colegas não ser cumprido, Luiz Vergara (PSB) tentou lavar as mãos. “Sou favorável que vote, mas o governo tomou posição que é melhor adiar para analisar.” O projeto foi adiado por quatro sessões.
 
‘Emendinha’
A Câmara aprovou ontem projeto que autoriza a Prefeitura a liberar R$ 2 milhões à Santa Casa. O dinheiro será liberado em quatro parcelas até dezembro. “Mesmo com alguém tendo usado uma frase maldita e afirmado que o hospital não precisava mais de ‘emendinha’, desprestigiando o trabalho feito pelos (então deputados) Gilson (de Souza), (Roberto) Engler e (Marco) Ubiali, votamos, sim, para não prejudicar a população”, disse Radaeli. 
 
A fala do vereador foi uma referência a discurso feito pelo prefeito no passado, após assumir a administração da Santa Casa.
 
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários