Justiça condena dupla que incendiou Pref. de Restinga


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Dois moradores de Franca foram condenados por serem os autores do incêndio na Prefeitura de Restinga
Dois moradores de Franca foram condenados por serem os autores do incêndio na Prefeitura de Restinga
O julgamento foi rápido e teve uma punição pesada. Sete meses após colocarem fogo na Prefeitura de Restinga, Ademir Raimundo, 42, e Ilson Donizete Brandieri Júnior, 19, ambos moradores de Franca, foram condenados pela Justiça pelos crimes de incêndio, dano qualificado ao patrimônio público e destruição de documento público. As penas somam sete anos. Em razão da gravidade do ilícito, iniciaram o cumprimento em regime fechado. A Polícia Civil acredita que a motivação foi política e segue apurando a ocorrência para tentar chegar ao mandante.
 
Madrugada do sábado, 21 de fevereiro. Dois homens jogaram um coquetel molotov pela janela lateral do prédio, que se incendiou rapidamente. As chamas se concentraram no setor administrativo e também na central de computadores, onde ficavam documentos, notas fiscais e servidores. Os bombeiros tiveram trabalho para apagar o incêndio.
 
O fogo se concentrou no setor de arquivos. Caixas com documentos diversos, como ordem de pagamentos e de serviços e notas, foram queimadas. Segundo a polícia, os autores sabiam o que estavam fazendo e atacaram diretamente o cômodo onde estavam os arquivos. Câmeras de segurança da Câmara Municipal filmaram dois homens se aproximando com galões com gasolina nas mãos e saindo correndo logo em seguida.
 
Eles fugiram em um Escort escuro no sentido de Franca. O carro foi parado pela Polícia Militar na entrada da cidade. Os ocupantes negaram participação, mas as roupas que usavam eram as mesmas dos suspeitos que apareceram nas imagens. Ilson estava com a camisa molhada e cheirava a gasolina. Nas filmagens, ele foi flagrado carregando o galão com o combustível. 
 
Durante o processo, a defesa manteve a mesma estratégia de negar a autoria e pediu a absolvição dos réus sob a alegação de que não haveria prova suficiente. Os argumentos não convenceram a juíza Laura Maniglia Puccinelli Diniz. “A prova é bastante robusta e convincente quanto ao envolvimento de ambos no grave episódio ilícito”, escreveu ela na sentença. 
 
A magistrada também destacou o perigo iminente aos populares e socorristas que foram obrigados a invadir o prédio para debelarem as chamas. “A extensão dos danos e a repercussão deste episódio para a comunidade de Restinga é deveras relevante, pois sobressaltou a pequena e pacata cidade, ocasionando a destruição de muitos documentos e arquivos eletrônicos de interesse público.”
 
Diante das provas juntadas, a juíza julgou procedentes os pedidos formalizados pelo Ministério Público e condenou Ademir Raimundo a uma pena total de sete anos de reclusão, sete meses e 15 dias de detenção. Por ter menos de 21 anos, o que permite atenuantes, Ilson teve sua pena definitiva fixada em seis anos de reclusão, seis meses e sete dias de detenção. “A fixação do regime de cumprimento da pena foi o fechado para os dois acusados. Tendo em vista que eles permaneceram o tempo todo encarcerados, a juíza determinou que eles se mantivessem nesta situação”, afirmou o promotor de Justiça Cláudio Watanabe Escavassini, responsável pela acusação. 
 

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