Ruptura gera tensão no Sindicato dos Sapateiros de Franca; entenda o caso


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Agnaldo Madaleno, presidente do Sindicato dos Sapateiros, não quis comentar a ruptura
Agnaldo Madaleno, presidente do Sindicato dos Sapateiros, não quis comentar a ruptura
O Sindicato dos Sapateiros de Franca rompeu com Geraldo Xavier de Almeida, o Geraldinho, presidente do Sindicato dos Motoristas. Ele foi um dos principais apoiadores da atual diretoria, comandada por Agnaldo Madaleno, nas eleições do ano passado, anulada após a Justiça do Trabalho apontar fraudes no processo. Apesar da anulação, Madaleno continua à frente da entidade, mas com poderes reduzidos, até a realização de novo pleito.
 
Na eleição do ano passado disputaram a chapa 2, dirigida por Agnaldo Madaleno, e a chapa 3 liderada por Sebastião Ronaldo. A chapa 1 deixou de concorrer após a morte do seu candidato, o ex-presidente do sindicato, Fábio Cândido. As informações nos bastidores eram de que a campanha de Agnaldo custou quase R$ 100 mil. “Quem fez a eleição da chapa 2 foi eu, quem ajudou foi eu”, afirmou Geraldinho.
 
O apoio à chapa vencedora continuou após o pleito, com o envolvimento contundente de Geraldinho nas questões do Sindicato dos Sapateiros, como sua participação, inclusive, nas assembleias com a categoria.
 
A ruptura dele com a diretoria atual acontece num momento em que Agnaldo busca apoio da Força Sindical e cerca de cinco funcionários do sindicato foram demitidos. “Não estou junto com o Agnaldo porque não concordo com a Força Sindical e ele está do lado dela”, disse Geraldinho. 
 
Na tarde de ontem, cerca de cinco funcionários teriam sido barrados na porta do sindicato, na Estação. De acordo com Geraldinho, aqueles que são contrários à Força Sindical não podem entrar na sede. Procurado duas vezes pela reportagem do Comércio, o presidente Agnaldo Madaleno disse que não comentaria nada sobre essa situação. Sobre as demissões, afirmou que se tratavam de corte de gastos.
 
Entre os funcionários que, supostamente, tiveram sua entrada negada na sede do sindicato estava o assessor de imprensa Luiz Borges. Segundo o atual presidente, ele não faz mais parte do quadro de funcionários. “O Agnaldo está agindo como um ditador, essa atitude dele com a Força Sindical está sendo muito autoritária”, disse Borges. De acordo com ele, está sendo analisado com o judiciário do sindicato o que pode ser feito. “O Geraldinho foi o maior apoiador nosso e o Agnaldo virou as costas para ele, dizendo que não quer mais contato”, afirmou Borges.
 
Indefinição
O sindicato vive um momento de incertezas pelo cancelamento da eleição de 2014 pela Justiça do Trabalho, após a constatação de fraudes. A data do próximo pleito ainda não foi definida.
 

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