Tapeceiro de 24 anos morre afogado no clube da Francana


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Policiais militares e civis são vistos ao lado do corpo de Maicon Santana (destaque), sábado à noite, na piscina existente no clube da Francana
Policiais militares e civis são vistos ao lado do corpo de Maicon Santana (destaque), sábado à noite, na piscina existente no clube da Francana
O tapeceiro Maicon Prado Santana, 24, que residia no jardim Dermínio, morreu afogado, na tarde de sábado, no clube da Associação Atlética Francana, na área central da cidade. O local tinha salva-vidas, mas ninguém, a princípio, soube dizer se a vítima nadava ou caiu na piscina. Agora, as circunstâncias da morte deverão ser investigadas em inquérito a ser aberto no 1º Distrito Policial.
 
O tapeceiro foi encontrado vestindo bermuda e cueca e sem marcas aparentes de violência. O Samu tentou reanimá-lo, mas não obteve sucesso. A Polícia Científica compareceu ao clube somente por volta das 20h30 para realizar a perícia e o caso foi registrado no Plantão Policial. 
 
A reportagem esteve na Francana e conversou com o advogado Leonardo Marques Correa, do Sindicato dos Sapateiros. A instituição tem parceria com o clube e arrenda o local para seus associados. Correa informou que o salva-vidas já havia feito vistoria nas piscinas por volta do término do horário de funcionamento do clube, ou seja, 17 horas. Nenhum problema teria sido notado. Segundo ele, o sindicato foi comunicado via telefone sobre a tragédia às 17h30. “A diretoria apura o ocorrido e aguardará o laudo pericial da Polícia Civil. Enquanto isso, o sindicato dará total amparo à família”, afirmou. O clube não deverá funcionar hoje, 20.
 
Segundo o irmão da vítima, o sapateiro Deivid Santana, 28, também presente ao clube no sábado à noite, Maicon Santana não sabia nadar e havia ingerido bebida alcoólica. “Meu irmão tinha bebido mais cedo e veio sozinho para o clube (ele não soube dizer a hora). Depois, uma pessoa me ligou do celular dele dizendo que ele havia sumido”, disse o irmão do tapeceiro. 
 
Deivid Santana estava indignado com o fato de ninguém ter visto o irmão se afogar. “Ele tem dois filhos, um de dois anos, outro de quatro. Não sei como eles vão ficar sem o pai”, disse chorando o irmão da vítima à reportagem. 
 

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