Obras do PS Infantil foram entregues neste sábado


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Funcionários, familiares do patrocono do prédio e autoridades municipais participaram do evento de entrega das obras
Funcionários, familiares do patrocono do prédio e autoridades municipais participaram do evento de entrega das obras
Cinco meses após o prazo previsto para a inauguração, foram entregues, na manhã de ontem, os serviços de reforma e ampliação do Pronto-socorro Infantil “Dr. Magid Bachur Filho”. Com a ampliação, a estrutura foi de 300 metros quadrados para mil e a capacidade de atendimento passou de 400 para até 1.300 crianças, segundo a Prefeitura. O evento inaugural foi marcado pela presença de funcionários da saúde, familiares do patrono do prédio e autoridades municipais, que discursaram sobre as melhorias.
 
A partir das 7 horas deste domingo, os pacientes voltam a ser atendidos no local. Quem passar por lá vai perceber adequações de espaços, troca de piso, telhado e iluminação, nova recepção, construção de um galpão coberto para abrigar viaturas e novas instalações hidráulicas e elétricas. Com relação à equipe de atendimento, a prefeitura informou que continua a mesma, sem especificar os números. Explicou que, embora a capacidade de atendimento tenha crescido, a demanda ainda não cresceu e não há, nesse momento, necessidade de ampliar o número de profissionais. 
 
Histórico
A reforma de R$ 1,5 milhão era esperada há mais de um ano e meio. Entre fevereiro e março do ano passado, médicos, enfermeiros e demais funcionários e a direção da Divisão de Prontos-socorros denunciaram à imprensa situação de insalubridade ocasionada pela infestação de pombos, baratas, ratos e até escorpiões no PSI. Meses antes da denuncia se tornar pública, o então diretor dos PSs, Ricardo Veríssimo Júnior, havia enviado ofícios para a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, relatando os problemas. Em um dos ofícios, ele pedia que fosse feito um estudo para a interdição do pronto-socorro. “O risco de transmissão de doenças é iminente e requer medidas imediatas”. Em janeiro do ano passado, o diretor afirmou, também em ofício, que “a situação de momento é: odor fétido causado por fezes de pombos; pombos mortos no forro em processo de putrefação; baratas e vermes; escorrimento de água pútrida do forro para o interior do prédio”. A secretária de saúde também recebeu um abaixo-assinado subscrito por 28 funcionários inconformados com a situação. As denúncias foram retratadas em diversas reportagens do Comércio da Franca.
 
Meses depois do pedido de interdição, o próprio Ministério Público Estadual e a Câmara Municipal - através de uma Comissão Especial de Inquérito -, instauraram procedimentos para analisar as condições do complexo que reúne o PSI (Pronto-socorro Infantil) e o NGA (Núcleo de Gestão de Atendimento). Em maio do ano passado, a prefeitura anunciou a reforma.
 
NGA
Anexo ao complexo de Saúde que abriga o recém reformado Pronto Socorro Infantil, o vizinho NGA (Núcleo Gestão Assistencial) permanece com a mesma estrutura envelhecida, que conta com problemas de infiltração, telhado fragilizado entre outros. Sua ala auditiva, por exemplo, sofreu com as chuvas do início do mês. O local ficou alagado e funcionários tiveram que recorrer a baldes para aparar a água que escorrida do teto. 
 
“Sempre que chove passamos por esta situação. Tudo fica alagado e a questão é que o teto está ‘em tempo’ de cair”, disse, na ocasião, uma funcionária que pediu para não ter seu nome divulgado. 
 
Segundo a Prefeitura, medidas paliativas foram tomadas para atenuar o problema e um planejamento para reforma do prédio está sendo feito, mas não há prazos estabelecidos para obras.

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