25 pessoas por ano precisam de transplante de medula na região


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Manuelly Estêvão Cintra e sua mãe, Lígia Damas. A garotinha tem apenas 4 anos e já sabe escrever seu nome
Manuelly Estêvão Cintra e sua mãe, Lígia Damas. A garotinha tem apenas 4 anos e já sabe escrever seu nome
Eu sou Manuelly Damas Estêvão Cintra, tenho 4 aninhos e fui diagnosticada com Leucemia um tempo atrás, agora preciso de doação de medula óssea. O texto apresenta a página no Facebook “Movidos pela vida da Manu” que tenta mobilizar a população para se cadastrar como doador.
 
A pouca idade, a simpatia e o rostinho fofo da criança que luta para sobreviver transformaram a pequena Manu na imagem da terceira edição da Campanha da Lei Ana Laura de incentivo a Doação de Medula Óssea, que começará neste domingo e se estenderá ao longo da semana. “A situação é complicada. A quimioterapia que ela faz é muito agressiva. Judia demais. Estamos esperando um doador compatível para fazer o transplante. A campanha é nossa esperança”, disse Lígia Damas, mãe da garotinha.
 
Igual a Manu, todos os anos, 25 pessoas portadoras de leucemia, em média, precisam de transplante de medula em Franca e cidades da região. Há pacientes de todas idades, muitos jovens e crianças, como a garotinha Maria Eduarda, a “Duda”, de apenas 10 anos que, além de estar na fila de espera, é uma participante ativa das campanhas de incentivo à doação.
 
Duda e Manu devem se juntar a outras centenas de pessoas para participarem da caminhada “Um passo pela vida”, que será realizada neste domingo, a partir das 9 horas. A concentração será feita na Avenida Presidente Vargas, em frente ao Hospital do Câncer. De lá, os participantes vão seguir até a praça João Mendes. As fotos que forem tiradas durante o trajeto serão inseridas em um painel que será usado para incentivar a população a se cadastrar.
 
A mobilização, intensificada há dois anos com a morte de Ana Laura Alves, a garotinha símbolo da doação de medula, surtiu efeito. Hoje, estima-se que há cerca de 30 mil pessoas cadastradas no banco de doadores na região de Franca. “O número é muito significativo, mas não podemos nos acomodar e temos que aumentar os cadastros, pois é muito difícil encontrar um doador compatível. A campanha é uma oportunidade de incentivar a doação. Esperamos que haja grande adesão. Acredito que será uma campanha muito bonita”, disse o médico Marco Antônio Benedetti, diretor do Hemocentro-Franca. Ontem, uma francana de 43 anos passaria pelo transplante no Hospital das Clínicas em Ribeirão Preto. Integrante de uma família de 11 irmãos, ela encontrou três compatíveis.
 
A Lei Ana Laura de incentivo à doação de medula foi aprovada pela Câmara justamente no dia em que a garotinha morreu. O pai dela, Anderson Carlos da Silva, como faz todos os anos, doou as camisas alusivas à campanha que estão sendo vendidas a R$ 20 para ajudar o Hospital do Câncer. Além da caminhada deste domingo, no dia 26 será realizado uma passeio de bicicleta e uma missa, às 19 horas, na Igreja Menino Jesus de Praga, em homenagem a Ana Laura.

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