Quase 48 horas depois, o assassinato do desempregado João Caetano dos Santos, de 42 anos, foi solucionado. O lavrador José Aparecido de Oliveira, 57, confessou a autoria do homicídio, ocorrido na madrugada de quarta-feira, na Vila São Sebastião. O acusado responderá em liberdade por homicídio qualificado. Ele já tem passagens pela polícia e, há dois anos, foi condenado por outro homicídio.
Após diligências pelo bairro onde Santos, que era usuário de drogas, foi morto, policiais da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) chegaram ao lavrador, que conhecia a vítima há 20 anos. Ele foi apontado por algumas testemunhas que preferiram não se identificar. Horas antes do homicídio, o acusado bebia com Santos.
Morador da Vila São Sebastião, Oliveira teria ido embora do bar com o desempregado e passaram a se desentender. Durante a discussão, segundo o acusado, Santos o teria ameaçado e o segurado, fato que o fez reagir, agarrando-o pelo pescoço antes de esfaqueá-lo três vezes: duas no pescoço e uma na região do abdômen.
Em depoimento aos policiais, na presença de seu advogado, o acusado afirmou que era constantemente agredido pela vítima e ouvia que “não era de nada”. No dia do crime, ele disse ter sido atacado por chutes e socos e, na posse da faca, retribuiu a violência”. Após desferir as facadas, Oliveira deixou Santos caído na rua Cláudio Silveira. Era por volta de 3h15 e ele foi para casa. “Nem pensei que ele tinha morrido. Só estava caído”, contou o acusado.
Além do entrevero no dia da morte, os envolvidos tiveram problemas há 18 anos por causa do irmão de Santos, que teve um relacionamento com a então mulher de Oliveira. Ele, inclusive, teria agredido violentamente o familiar do desempregado, fato que o irritou e fez com que constantemente ameaçasse o lavrador.
De acordo com o delegado Márcio Murari, que indiciou José Aparecido de Oliveira por homicídio qualificado, o caso não está encerrado. “Ouviremos testemunhas. O acusado indicou pessoas que estavam bebendo com eles e averiguaremos se a sua versão é o que, de fato, aconteceu. Caso haja alguma divergência ou o suspeito passe a ameaçar quem contribuiu com as investigações, não hesitaremos em pedir sua prisão”, disse.
Além da acusação de ter matado João Caetano dos Santos, o lavrador José Aparecido de Oliveira, conhecido como “Zezinho”, tem outras passagens pela polícia. Além de responder por tentativa de furto em um bar da Vila São Sebastião, furto consumado e roubo, ele foi condenado, em 2013, por homicídio. O crime, porém, foi julgado como lesão corporal. A pena foi de um ano e seis meses de prisão em regime semi-aberto.
Outros casos
Outros dois assassinatos ocorridos nesta semana seguem sob investigação na DIG: o do lavrador Marcelo Rezende Machado, de 34 anos, no último domingo, e do agricultor Pedro Ponce Fernandes, 76, na segunda-feira.
O primeiro caso, segundo Murari, está praticamente esclarecido. “Já temos um suspeito e provas contundentes de que ele foi o responsável pela morte do Marcelo. Só falta localizá-lo e trazê-lo para a delegacia”, disse. Já a morte de Fernandes, segue sem pistas. O crime está sendo investigado como latrocínio.
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