Paulina era a decepção. Estagnada pelo pasmo e pela dor, sentidos embotados. Não conseguia dividir, sequer com amigos, o acontecido. Um turbilhão de emoções escaldou-lhe a alma por vários dias. Em um deles, exausta, sentou-se em um banco da praça. Cabeça baixa, acabou vendo a plantinha. Era a popularmente conhecida quebra-pedra. Observou como rompia os obstáculos e vicejava. Comungou com ela. Vicejou também. Pela primeira vez compreendeu a expressão mãe natureza.
Zelita Verzola, professora
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