Governo do Estado de São Paulo libera R$ 602 mil para estrada rural de Franca


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A Estrada da Aleluia receberá R$ 602.737,18 em serviços, como alargamento da via, através do programa estadual Melhor Caminho/Pontos Críticos. Via tem 4,7 quilômetros de extensão
A Estrada da Aleluia receberá R$ 602.737,18 em serviços, como alargamento da via, através do programa estadual Melhor Caminho/Pontos Críticos. Via tem 4,7 quilômetros de extensão
O Governo do Estado assinou, na última terça-feira, um convênio com o município de Franca para melhorias na Estrada da Aleluia - trecho de 4,7 quilômetros de terra que liga as rodovias Prefeito Fábio Talarico, altura do Condomínio Ouro Verde, à rodovia Nelson Nogueira, que liga Franca a Ribeirão Corrente. Através do programa estadual Melhor Caminho/Pontos Críticos, serão investidos R$ 602.737,18 em serviços, como alargamento da via. Esse, a propósito, é o aspecto da obra mais aguardado pelos moradores da área. 
 
“Utilizo a estrada quase todos os dias. A via é muito estreita e perigosa. Trabalho com carreta e, quando encontro outra no meio do caminho, alguém tem que arranjar um cantinho para deixar o outro passar. Quando não dá, vai de ré”, disse o motorista Paulo Osvaldo Pacheco. “Para piorar, passa ônibus escolar por aqui nos três turnos.” De acordo com o vereador Laercinho (PP), a via passará a ter 12 metros de largura após as obras. 
 
Além da falta de espaço, também são apontados como problemas da estrada os buracos e a inconstância do solo durante as chuvas. De acordo com o Estado, a questão do solo está sendo analisada pela Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo), que deve levar em conta o índice pluviométrico da região antes de iniciar os trabalhos.
 
Uma técnica conhecida como “bigode” deverá criar ainda uma saída de escoamento da água pelas laterais a fim de que esta se infiltre no lençol freático em vez de chegar ao rio. Ainda segundo o Estado, funcionários do município passarão por treinamentos para fazerem a manutenção nos moldes apontados pela Codasp.
 
Outra preocupação dos moradores é quanto à fragilidade de uma pequena ponte de madeira, que nem sempre aguenta o peso de treminhões carregados de cana, que utilizam frequentemente a passagem. “Há um tempo, a chuva levou a ponte embora e, para conseguir chegar até em casa, precisava dar a volta por Franca e vir pela Nelson Nogueira. Essa situação durou meses”, disse o pedreiro Gilson Rodrigues Vieira. “Espero que ela também seja reformada.” O equipamento, porém, não é citado nas benfeitorias apontadas pelo Estado.

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