Menos de 24 horas depois de encontrar o sogro morto na chácara, o comerciante Jonas Ferreira de Castro Júnior, de 47 anos, concedeu entrevista ao Comércio. Ele falou sobre o crime, o segundo homicídio nesta semana.
Você foi até a polícia e, de lá, rumaram até a propriedade. Com qual cena se deparou?
É uma chácara simples, pequena e antiga, que só tinha coisas antigas. Ele usava para cultivar as verduras que vendia em varejões e tinha como uma distração. Como não deu notícias durante o dia e demorou para chegar, fui até lá. A porta estava aberta e quando cheguei perto, vi o corpo caído no chão. Estava só de camiseta, com duas calças do lado, uma que usava para trabalhar e outra limpa.
Ao encontrá-lo, você viu se ele tinha algum ferimento?
Só na cabeça e tinha muito sangue. Não vi nada revirado, só um porta-documentos que estava sob um sofá, remexido. Meu sogro não tinha cartões, carteira, conta em banco e, na maioria das vezes, não andava com dinheiro.
Seu sogro já foi ameaçado antes ou tinha problemas com alguém?
Não conseguimos pensar nas razões. É o tipo de crime que a gente só assiste na televisão e não espera que aconteça na nossa família. Ele era uma pessoa tranquila. Vinha para Franca para trabalhar no cultivo das verduras e todos os dias trazia uma marmita para almoçar na propriedade. À noite, pegava o ônibus e voltava para Cristais Paulista, onde morava com minha sogra. Apesar da idade, era muito ativo e um homem que não teve inimizades ao longo da sua vida.
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