A repórter Andressa Urach está afastada temporariamente do trabalho, para fazer a divulgação de sua biografia Morri par Viver.
Em um testemunho aos fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus da cidade de Manaus, no Amazonas, na manhã de domingo, dia 13, Andressa reuniu cerca de 8 mil pessoas. Ela relembrou todo o passado e como mudou de vida após a internação em decorrências das complicações com a aplicação de hidrogel no corpo. "Eu estava em coma e morri naquele dia. Vi minha alma saindo do corpo. Fui para o julgamento. Era um lugar claro, plano de muita paz. Eu estava nua. Não tinha joias, não tinha roupa, não tinha nada do que eu cultivei a minha vida inteira. Me passou um vídeo da minha vida. Eu não merecia ir para um lugar bom, eu sabia que a minha alma estava condenada ao inferno. Aí eu senti Deus se aproximando, uma força tão grande que eu não consigo explicar", relatou a repórter ao G1.
Ela contou ter sentido vergonha e pedido a Deus que a perdoasse e permitisse que continuasse viva para cuidar do filho. De acordo com seu testemunho, à noite, a alma da morte teria aparecido para buscá-la. "Meu quarto encheu de espíritos escuros, gelados, eu ouvia gritos. Senti um deles me puxar e eu gritei: 'Mãe, não deixa a morte me levar'. Minha mãe estava ali orando por mim e eu voltei", afirmou Andressa.
A respeito das declarações do pai e do irmão que negam alguns relatos da repórter, Andressa disse não culpá-los. "Meu pai não me conhece, coitado do meu pai. Ele nunca me criou, me viu só agora no hospital, então, para ele está sendo muito difícil de aceitar, porque ele é do interior. Imagina ele descobrir que a filha dele era garota de programa e que eu tive minha primeira relação com o meu irmão, que é filho dele. Então é muito difícil. Eu entendo meu pai, eu perdoo ele. No tempo certo ele vai vir para Jesus também", alegou Andressa.
Muitos jovens tem se inspirado por meio do testemunho de Andressa. "Eu me vi um pouco porque a história dela, apesar de não tão parecida com a minha, comove muito. Eu pretendo ler esse livro para mudar de vida. Eu frequento a igreja, mas ainda não estou totalmente convertida. As amizades, as festas, eu ainda não consigo sair disso. Aos poucos, pela fé da minha mãe, eu creio que eu vou conseguir como ela conseguiu", contou Bruna Torres, de 24 anos. Outro jovem, Armando César, de 22 anos, diz que consegue perceber a mudança na repórter. "Eu sempre tive ela nas redes sociais, pesquisava na internet, e eu percebo que ela mudou de verdade. Quando ela estava falando, eu vi um brilho do olhar dela. Deus veio para salvar e libertar e ela foi salva", disse o jovem à reportagem.
Andressa afirmou que pretende ser obreira de Deus e respeita quem duvide de sua conversão. "Se for da vontade de Deus, eu gostaria de ser obreira. O mundo pode vir contra. Muitas pessoas hoje dizem: 'Eu não acredito', 'Eu acho que ela está sendo paga para estar ali', 'Eu acho que isso é mídia, que ela quer aparecer'. (...) Eu respeito as pessoas, cada uma tem a sua fé, mas hoje eu mudei e minha fé me satisfaz", confessou a repórter.
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