A auditoria aberta pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) no dia 28 de julho para apurar suspeitas de irregularidades na conduta do assessor da Presidência, Francisco Roberto Setti, e da gerente distrital em Franca, Vera Silvia Barillari, deveria ter ser sido concluída no último dia 17 de agosto. Passado quase um mês do prazo inicial, ainda não há um resultado.
Os dois servidores respondem a uma ação judicial proposta pelo Ministério Público do Estado em que são acusados de conceder ilegalmente uma licença ambiental em nome da Prefeitura de Franca para o sistema de tratamento de resíduos dos curtumes no Distrito Industrial.
Segundo o Ministério Público, a licença que foi solicitada pelo prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), também réu na ação, e concedida pelos servidores da Cetesb, não poderia ter sido emitida em nome do município, uma vez que ele não é o responsável pela geração dos resíduos e, sim, os curtumes.
Na ação, o promotor de Justiça Paulo César Corrêa Borges afirma que Francisco Setti acertou com o prefeito Alexandre Ferreira que a licença seria emitida em nome do município e, para isso, seu filho Marcos Setti foi contratado como consultor para a elaboração da documentação.
Vera Silvia teria ignorado a lei a respeito da concessão de licença e, pressionada por Setti, autorizado a emissão ilegal do documento. Tanto Alexandre Ferreira como Francisco Setti, Vera Silvia e Marcos Setti são réus na ação promovida pelo Ministério Público.
Ao tomar conhecimento do processo judicial, a Cetesb determinou a abertura da auditoria e afastou Setti e Vera Sílvia de suas funções.
Sem resposta
Segundo nota enviada à imprensa à época, a auditoria teria prazo de 15 dias para ser concluída. No último dia 20 de agosto, o Comércio procurou a Cetesb para saber o resultado da sindicância. Em nota, a companhia informou que os trabalhos ainda não haviam sido concluídos. Na última sexta-feira, novamente a Cetesb foi procurada para informações sobre o caso. Desta vez, a companhia não respondeu aos questionamentos da reportagem.
Também não informou a atual situação dos dois servidores inicialmente afastados. O Comércio tentou contato com Francisco Setti, por celular na tarde de sexta-feira e na manhã deste sábado, mas ele não atendeu as ligações. Quanto à Vera Silvia, ninguém atendeu à ligação feita pelo Comércio na manhã deste sábado.
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