Fornecedor da arma também será indiciado


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Movimentação policial no estacionamento localizado nas proximidades do Banco Itaú, no Centro, após o assassinato de Rosane Berteli na última terça-feira. No destaque, o revólver calibre 38 usado pelo assassino. Polícia procura fornecedor da arma
Movimentação policial no estacionamento localizado nas proximidades do Banco Itaú, no Centro, após o assassinato de Rosane Berteli na última terça-feira. No destaque, o revólver calibre 38 usado pelo assassino. Polícia procura fornecedor da arma
A Polícia Civil não tem dúvidas de que Breno Helton da Costa Rezende premeditou o assassinato de Rosane Berteli de Souza e que também planejava se matar. Há pelo menos uma semana, ele tentava encontrar uma arma. Para não levantar suspeitas, afirmava que era para se proteger de ameaças que vinha sofrendo. Breno também escreveu duas cartas em que falava de sua paixão por Rosane e sinalizava que iria cometer o suicídio.
 
Ao mesmo tempo em que ouvem testemunhas e familiares para traçar o perfil do autor e esclarecer a motivação do crime, os policiais enfrentam o desafio de chegar à pessoa que entregou o revólver calibre 38 ao assassino. Breno estava procurando uma arma há cerca de uma semana. No dia do crime, por volta das 13 horas, ele se encontrou com um conhecido e pediu ajuda. Disse que estaria sofrendo ameaças e que precisava de uma arma para se defender. “O suspeito já foi ouvido e nos contou esta história. Mas ele negou que tenha sido o fornecedor. Continuaremos com as investigações para descobrir quem entregou a arma a Breno. O responsável será indiciado por co-autoria de assassinato”, afirmou o delegado Márcio Garcia Murari.
 
Com base no depoimento do suspeito, a polícia deduz que Breno conseguiu a arma na tarde de terça-feira, 8 de setembro. Poucas horas depois, assassinou Rosane com um tiro à queima-roupa na cabeça. O disparo transfixou a cabeça da vítima e atingiu a parede. Ela morreu instantaneamente. Segurava as chaves do carro. Rosane estava preocupada com o assédio cada vez mais frequente e ameaçador do ex-namorado. Pretendia registrar um boletim de ocorrência naquela noite. Amigos do banco sabiam que a vítima vinha sendo incomodada, mas não tinham noção da gravidade, pois ela era discreta e evitava contar detalhes. Por isto, não chegaram a propor uma transferência até a situação se acalmar.
 
Breno, após assassinar a bancária, entrou em sua Saveiro e dirigiu até a rua Campos Salles. Estacionou o carro diante de uma pastelaria e ligou para um cunhado. Contou o que havia feito e disse que iria se matar. Desligou o telefone, colocou o cano do revólver na boca e puxou o gatilho. Foi socorrido com vida e levado para a Santa Casa. Na mesma noite, foi transferido para o Hospital Regional.
 
Policiais apreenderam munições no bolso da calça que ele usava e também dentro do carro. No interior do veículo também foi encontrada uma carta. O conteúdo não foi revelado. Policiais disseram que Breno dizia que amava Rosane, que estava inconformado com o término do namoro e que pediu perdão aos familiares pelo ato que cometeu. Na sexta-feira, o pai dele foi ouvido na DIG e entregou uma espécie de rascunho que ele também escreveu e que havia sido deixado em seu quarto. O tom era de despedida. Repetiu que amava a ex-namorada e deu indícios de que pretendia se matar.
 
Breno permanece internado no Hospital Regional. Informações sobre o seu estado de saúde não são divulgadas. Segundo policiais, o tiro atingiu seu crânio e ele era teria perdido massa encefálica. É provável que fique com sequelas caso sobreviva. 
 
Fato é que, mesmo hospitalizado, ele está preso em flagrante pelo homicídio e fica 24 horas por dia vigiado por dois policiais militares. Como não é um paciente comum, nem mesmo os familiares podem visitá-lo. Só com ordem judicial. Se receber alta, seguirá do hospital para a cadeia.
 
 

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