O padre Marcelo Rossi se encontrou com fiéis na 17ª Bienal do Rio de Janeiro, realizada no espaço Maracanã. Os momentos foram de muita emoção para os presentes, e nos intervalos o religioso conversou com o jornal Extra.
Ele lembrou sua primeira passagem pelo evento, em 2011. “Quando eu vim em 2011, eu causei um reboliço danado. Aí prometi para eles que eu ia pegar um outro horário esse ano para isso não acontecer de novo. A princípio seria no dia 7, no feriado, mas iria ser muito tumultuado, então pedi para ser hoje (sexta-feira), nesse horário, porque eu queria atender as pessoas sem senha. Isso é importante para mim: atender a todos, até o último que vier aqui”, disse Rossi.
O padre falou sobre seu último livro, Philia, que foi lançado há sete meses e já vendeu mais de 1,2 milhão de cópias. “Eu passei por um período de depressão e escrevi o livro. Com ele, graças a Deus tenho ajudado muitas pessoas. Se você colocar no Google 'Fotos do Padre Marcelo de 98', nunca nenhum padre tinha cantado em uma rede de televisão laica do mundo, tudo que era lugar para mostrar o Evangelho eu fui. E o tempo foi passando. A gente escuta muita coisa, ouve muitos problemas e não coloca para fora, a gente somatiza eles. Fui tomando anti-inflamatório, que incha o organismo e parei de fazer minha ginástica. O básico em um ser humano é corpo, mente e espírito. Eu estava cuidando do espírito e da mente mas o corpo, zero. Meu corpo chegou ao limite e me cobrou. E aí veio a pressão, mas hoje graças a Deus estou bem. Ontem mesmo caminhei 20 km. Hoje só não caminhei porque ontem fiquei seis horas no Aeroporto de Congonhas e preferi descansar”.
Questionado se seu trabalho já havia sido colocado à prova, o padre confirmou. “Quando eu comecei, as pessoas questionariam. Hoje elas entenderam que essa é minha missão: ser padre.
As pessoas vêm aqui e se emocionam, abrem o coração. Minha missão é levar Jesus, dar um abraço e um carinho e fazer o que ninguém faz. Já viu alguém não distribuir senhas em Bienal?” explicou.
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