Uma semana após a mãe de um adolescente de 16 anos procurar o 4º Distrito Policial e afirmar que seu filho foi ameaçado por um professor, a escola responsável realizou uma reunião entre os envolvidos para apaziguar os ânimos.
Na noite de ontem, o vice-diretor em exercício da “Evaristo Fabrício”, Davi Paula, declarou à reportagem ter conversado com os pais, o adolescente e o professor. Segundo ele, as partes expuseram seus pontos de vista e tudo transcorreu bem. “Todos chegaram a um consenso. Ninguém será punido e esse encontro positivo mostrou que a família e a escola podem trabalhar juntas e se entenderem”, disse sucintamente Davi Paula.
A confusão foi registrada em boletim de ocorrência, datado no último dia 3 de setembro, pela mãe do aluno. Segundo consta, o aluno estava em classe quando questionou o professor sobre o conteúdo da aula, que não seria a matéria que o docente deveria passar. Ele teria se irritado com a pergunta e se descontrolou. Além de jogar objetos no chão e chutar móveis, o professor teria chamado o aluno para a briga, afirmando que ele “não era homem”.
O desentendimento resultou em uma suspensão para o estudante, fato que revoltou a mãe. No boletim ainda consta que a mãe procurou a diretoria da instituição de ensino, que a orientou a procurar a polícia.
O caso foi registrado como ameaça e chegou a ser encaminhado para a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), que cuida de ocorrências envolvendo menores. Ainda segundo o vice-diretor, ninguém da escola foi acionado ainda para comparecer à especializada para falar a respeito do caso.
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