Mãe de rapaz morto em atropelamento processa Prefeitura por falta de calçada


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Adriano Carlos Elias, 35, foi atropelado por um veículo não identificado
Adriano Carlos Elias, 35, foi atropelado por um veículo não identificado
A mãe de uma vítima de atropelamento está processando a Prefeitura de Franca por danos morais. A dona de casa Rita da Cruz Elias, 70, perdeu seu filho em um acidente em agosto do ano passado, na avenida César Martins Pirajá, no Aeroporto III. Ela acredita que a tragédia aconteceu pela má iluminação no local e porque o filho teve de caminhar na rua, pela falta de calçada. Na ocasião, um terreno com lama e mato margeava a avenida, de acordo com dados do processo.
 
Adriano Carlos Elias, 35, foi atropelado por um veículo não identificado, quando andava pela via na noite do dia 26 de agosto de 2014. Ele chegou a ser internado na Santa Casa, mas não resistiu e morreu três dias depois, em decorrência de traumatismo craniano.
 
“O dano causado ao ente querido trouxe para a esfera íntima dessa mãe uma dor. Como o município é responsável por esse dano, ela pede uma compensação financeira por isso”, disse o advogado que trabalha no caso, Josias Wellington Silveira. A indenização pedida é de R$ 100 mil.
 
Para a mãe da vítima, o processo é uma forma de aliviar um pouco o sofrimento. “Dinheiro não vai trazer meu filho de volta, mas eu quero justiça e mudança. Ele era um filho muito bom... Quando me lembro dele, sinto uma pontada do coração”, disse, entre lágrimas, a mãe de Adriano.
 
Na noite do acidente, o rapaz havia saído da residência de sua mãe, no Parque Progresso, para ir à casa de um amigo no Aeroporto. 
 
No processo, é afirmado que as condições da via obrigaram a vítima a utilizar a rua para chegar ao seu destino, pois a falta de calçamento existia nos dois lados da avenida.
 
“O município tem o poder e o dever de fazer calçamento. Mesmo se o terreno não for da Prefeitura, ele tem a obrigação de fiscalizar e obrigar o proprietário a construir a calçada”, disse o advogado.
 
Na ação, o advogado acusa o município de omissão por não pavimentar, fiscalizar ou sinalizar uma via que não possui calçada. “Precisamos chamar a atenção do município para resolver esses problemas. Nesse trecho, tenho conhecimento de duas pessoas que morreram”, afirmou.
 
A mãe do rapaz também considera que o processo vai servir para evitar que outros acidentes do tipo aconteçam no local. “Quero que deem um jeito naquela rua, para que ninguém sofra como eu por perder uma pessoa querida.”

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