As exportações francanas caíram 11,61% entre janeiro e agosto deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. Esse número representa US$ 14.852.646 a menos injetados na economia da cidade, de acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Os principais causadores dessa queda foram o café e o couro. Respectivamente, as exportações desses produtos caíram 34,67% (US$ 3.547.685) e 31,9% (US$ 13.484.640).
Na contramão, as exportações de produtos de beleza, acessórios, vestuário, móveis e calçados cresceram, mas foram insuficientes para reverter o quadro.
Para o presidente executivo do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), José Fernando Bello, a queda na cidade segue tendência sentida no setor em todo o país. “O mercado internacional, com ênfase a China, nosso maior comprador, está com demanda reduzida. Ademais, conjugado a isso, existe o aumento dos custos fixos de produção - energia, transporte, além do incremento dos dutos na folha de pagamento. Todos esses fatores têm influenciado na perda da competitividade da indústria brasileira no cenário mundial”, disse Bello.
“Para reverter este cenário, temos feito esforços com ações organizadas no exterior para apoiar a indústria de couros nacional e consolidar a imagem do Brasil nos mercados. A expectativa é que as remessas de couros e peles sejam retomadas gradativamente a partir de 2016”, completou.
Café
Exportadora de café há nove anos, Flávia Lancha Oliveira disse que a queda no setor foi causada principalmente pela seca e a quebra da safra. “Na verdade, a crise econômica que o país enfrenta, diferente do que acontece em muitos setores, não tem influência na queda das exportações de café. O problema mesmo foi a seca que prejudicou muito a safra deste ano”, disse.
Para a produtora, os números devem melhorar a partir deste mês. Embora otimista, ela disse que ainda levará um tempo para a situação voltar ao normal. “Agora, as exportações têm a tendência de crescer, mas um crescimento em volume e não em valores. Como muitos produtos utilizados no plantio são comercializados em dólares, o preço da produção deve aumentar e, por isso, o lucro será menor”, disse.
Calçados
Embora não tenha apresentado um número muito significativo, as exportações de calçados aumentaram 7,73%, de acordo com o Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca). No acumulado, foram exportados 2.230.010 pares neste ano e 2.069.988 em 2014. No ano passado, os pares eram vendidos em média por US$ 27 e, neste ano, por US$ 25.
Para o presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, a alta da moeda norte-americana só deve ser refletida nos embarques brasileiros a partir de dezembro.
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