Há seis meses como manobrista do estacionamento onde Rosane Berteli foi assassinada por Breno Helton da Costa Rezende, Evandro Dias Araújo, foi a última pessoa que falou com a bancária antes que ela fosse abordada pelo ex-namorado. Ainda abalado, ele conversou com a reportagem do Comércio na noite de terça-feira. Ontem, ele deu novas informações sobre os minutos que antecederam ao crime.
Como foi a abordagem do Breno após ela chegar ao estacionamento? Você já o tinha visto lá?
Não, foi a primeira vez que ele apareceu no estacionamento. A Rosane chegou sozinha pouco depois das 18 horas e, quando já estava perto do carro, ele entrou e se aproximou de forma abrupta, com uma garrafa de água na mão. Não deu para ver que ele estava armado, mas parecia agitado. Quando ela se virou, se assustou ao vê-lo e me olhou quando ele a abraçou.
Você estava conversando com a Rosane ou por perto?
Estava na guarita. Eles se abraçaram e ficaram conversando por um tempo. Como ela não me falou nada sobre estar com medo ou incomodada quando me aproximei para dizer que ia fechar o portão, deixei os dois. A Rosane, que era muito gente boa e educada, só me pediu para deixar o cadeado aberto, que ela fecharia tudo e que eu poderia ir embora. Eles continuaram conversando e nos despedimos.
Como você soube do assassinato da Rosane?
Eu saí de lá e fui até o outro estacionamento da minha patroa. Depois, fui para casa. Assim que cheguei, fui avisado por telefone. Como ela desceu a rua e viu a movimentação da polícia, soube do que aconteceu, me ligou e me contou. Voltei. Todos ficamos desesperados. Nem dormi direito à noite e não consigo esquecer o momento que a vi lá, morta.
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