Uma força-tarefa entre a Polícia Civil de Franca e Sorocaba e os membros da CEI (Comissão Especial de Inquérito) foi montada, ontem, com o objetivo de investigar a ação da quadrilha de falsos médicos que atuou em diversas cidades do interior do Estado. A decisão de unir esforços foi tomada em uma reunião na Delegacia Seccional de Sorocaba que durou cerca de três horas.
As delegadas Simona Ricci e Fernanda Ueda, e o delegado seccional Marcelo Carriel, todos de Sorocaba, se encontraram a portas fechadas com os vereadores Márcio do Flórida (PT), Daniel Radaeli (PMDB) e Jepy Pereira (PSDB), da CEI dos Falsários, e com o delegado Luciano Henrique Cintra, responsável pelas apurações de crimes em Franca. A reunião começou por volta das 12h30 e se estendeu pela tarde.
Além dos vereadores e do delegado Luciano Cintra, representantes da Prefeitura também compareceram, mas sem serem convidados. O secretário de Recursos Humanos, Humberto Mazza, e servidores da Auditoria e Controle da Prefeitura tentaram participar da reunião, mas tiveram de esperar do lado de fora. Só depois de terminado o encontro é que o grupo foi recebido pelos delegados. Segundo Fernanda Ueda, o motivo da visita foi demonstrar colaboração e entregar alguns documentos sobre os resultados da auditoria interna feita pela própria prefeitura.
Para Ueda, a força-tarefa deve agilizar as investigações sobre o caso. “Aqui em Sorocaba e Mairinque nossa investigação já está um pouco mais adiantada, mas ainda precisamos de algumas informações sobre Franca, como por exemplo os contratos assinados pelo ICV com a Prefeitura. Por isso, resolvemos unir esforços em uma força-tarefa de colaboração que começou a funcionar hoje (ontem) mesmo.”
A Polícia de Sorocaba cedeu cópia dos cinco volumes do inquérito que envolve a ação de oito falsos médicos em Franca e documentos apreendidos na sede do ICV (Instituto Ciências da Vida), empresa responsável pela contratação dos falsos profissionais e que tem sede em Sorocaba. Os membros da CEI cederam cópias dos contratos assinados entre a Prefeitura de Franca e o ICV nos últimos 13 meses.
Para o presidente da CEI, Márcio do Flórida, a reunião foi muito proveitosa. “Pudemos conhecer detalhes do trabalho policial de investigação a respeito dos falsos médicos e até do próprio ICV. Com base no que vimos aqui, poderemos fazer os requerimentos para a utilização de provas emprestadas, ou seja, aproveitaremos no nosso trabalho na comissão informações já obtidas pela Polícia de Sorocaba, como depoimentos e documentos.”
Segundo a delegada Fernanda Ueda, a força-tarefa não tem um prazo para terminar. “A colaboração vai durar enquanto ainda tivermos fatos e suspeitas a esclarecer.”
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