Alckmin confirma acervo de Regina Duarte em Franca


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Espaço na Casa da Cultura e do Artista Francano destinado ao Museu Casa de Regina Duarte
Espaço na Casa da Cultura e do Artista Francano destinado ao Museu Casa de Regina Duarte
A novela está chegando ao fim. E, como normalmente acontece na ficção, deverá ter um final feliz na vida real. Após idas, vindas, desencontros e trapalhadas, a Casa da Cultura e do Artista Francano deverá receber o acervo sobre os 50 anos de carreira da atriz Regina Duarte. A informação foi dada com exclusividade ao Comércio da Franca, sábado, 5, pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
 
O centro cultural foi instalado onde existiam seis casas, entre as ruas Monsenhor Rosa e Dr. Alcindo Ribeiro Conrado, Centro. Pela ideia inicial, a residência onde a atriz nasceu e morou durante três anos abrigaria o Museu Regina Duarte, formado com os pertences do acervo pessoal da artista.
 
Ela se empenhou pessoalmente em ver concretizado o projeto, após visitar Franca e voltar à casa onde havia nascido. Em 2009, conversou com o então governador José Serra para discutir a viabilidade. Serra pediu a Sidnei Rocha, prefeito à época, para desapropriar os imóveis e entrou com a verba de quase R$ 3 milhões para fazer a obra.
 
Mas, em 2012, a Câmara Municipal surpreendeu e batizou o prédio, que não receberia um nome específico, de Abdias do Nascimento, ex-senador nascido em Franca e morto em 2011.
 
Com a interferência da Câmara, a doação da atriz perdeu o sentido. A Casa da Cultura foi aberta em junho do ano passado. Não houve festa de inauguração, muito menos o acervo de Regina Duarte. A assessoria de imprensa da atriz disse ao Comércio que os objetos deveriam ser enviados para a Unicamp, em Campinas, cidade onde ela cresceu e demonstrou o interesse em homenageá-la.
 
A história sofreu uma reviravolta na sexta-feira, 4, quando o governador Geraldo Alckmin recebeu Regina Duarte no Palácio dos Bandeirantes. O problema com o nome do prédio foi superado e não terá interferência na doação. “Ela falou da disposição de ceder todo o seu acervo para Franca. São 50 anos de carreira, que vem desde a TV Excelsior. É, praticamente, a história da telenovela brasileira, do teatro e do cinema. O acervo está em exposição aqui, no Shopping Ibirapuera”, disse Alckmin.
 
O acervo é composto de scripts, mais de 4 mil fotos, entrevistas, textos, anotações pessoais, livros referentes ao teatro, cinema e TV, figurinos e adereços de personagens icônicos usados por Regina, como o vestido de paetê da extravagante viúva Porcina, de Roque Santeiro, a batuta original de Chiquinha Gonzaga que Regina ganhou de presente da família da compositora ao retratá-la na minissérie de Lauro César Muniz, em 1999. 
 
“É a história de 50 anos materializada, um documentário impressionante. O acervo poderá fortalecer o turismo, incentivar a cultura, será importante para as universidades. Será objeto de grande fluxo de pessoas que vão conhecer, matar saudades das novelas e fazer pesquisa. Será um point para Franca, fortalecerá a cultura da região e beneficiará todo o Estado”, concluiu Alckmin.
 
O governador disse que, agora, depende da Prefeitura agilizar os documentos para viabilizar a cessão do acervo para o município.
 
 

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