Castilho e Morgana


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Há cenas da novela ‘Alto Astral’, da TV Globo que representam situações em que espíritos interagem com a rotina da vida material, como se depreende de diálogos sobre reencarnação, carma, afinidades espirituais..., mormente no que diz respeito às falas e expressões dos ‘espíritos’ dr. Castilho (Marcelo Médici) e Morgana (Simone Gutierrez).
 
Pode parecer adesão da emissora a postulados espíritas, mas, podemos assegurar que não. Todos os meios de comunicação em massa dão-se conta de que a realidade espiritual torna-se tão patente que negá-la seria ignorar pesquisas e, por conseguinte, atestar indiferença ao óbvio. 
 
Programas das grandes emissoras, envolvendo milhões de reais, só vão ao ar depois de haverem colhido a certeza de sucesso, e raramente se enganam. 
 
Todavia, não nos iludamos, os fundamentos midiáticos estão nos números. Conquanto as empresas de televisão tenham em seus quadros de intelectos executivos, grandes nomes que lhes opõem resistência a conteúdos espiritualistas, possuem, porém, outros que lhes norteiam em produções maciças que tratem da dimensão não tangível. 
 
Vídeos e áudios, contudo, podem mostrar imprecisões conceituais, mas é preciso admitir que a linguagem, inclusive a visual, se faça inteligível, porquanto adaptada ao desenvolvimento do enredo. 
 
Para acomodar questionamentos diante dessa novela global, é bom lembrar, por exemplo, que o mundo espiritual está repleto de indivíduos que se julgam ainda como encarnados. 
 
É também, verdade, que os espíritos exercem influência no cotidiano das nossas vidas, embora estejam limitados à maneira como agimos e pensamos. A cada um segundo o que faz e pensa. 
 
Com efeito, os espíritos não têm poderes ilimitados sobre as pessoas. Eis aí a sintonia mental, ou vibratória, uma das manifestações de justiça das leis supremas. 
 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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