Previsto para ser inaugurado no começo do ano passado, a paralisação nas obras do Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), localizado no Parque Vicente Leporace II, tem gerado reclamações dos moradores da região. Eles denunciam que o local se transformou em um depósito de lixo, além de ponto para usuários de drogas.
A obra, que teve início ainda em 2013, deveria durar apenas seis meses, mas já se arrasta há dois anos. Sem qualquer movimentação, as edificações já vem sendo depredadas há tempos.
O investimento para a obra, resultado de uma parceria entre o Governo Federal e a Prefeitura, está estimado em R$ 2,3 milhões. Do total previsto para a construção, o Ministério da Cultura afirma já ter encaminhado mais de 80%.
“Do jeito que está, esse local serve apenas para trazer mais insegurança aos moradores do bairro. É preciso que a obra seja concluída, que instalem iluminação e coloquem seguranças. Só assim poderemos usufruir daquilo que deveria ser um benefício e não um problema”, disse a dona de casa Liliana Luz, que mora há 35 anos no bairro.
O espaço, que será composto por dois blocos contendo sala multiuso, biblioteca, cineteatro e auditório e uma unidade do Cras (Centro de Referência de Assistência Social), ainda inclui uma quadra coberta, pistas de caminhada e skate, equipamentos de ginástica e playground.
“Esse espaço seria ótimo para oferecer lazer aos moradores, principalmente para os jovens e crianças, que teriam oportunidade de praticar esportes. Estamos esperando há muito tempo, mas da forma que esse prédio está, só oferece perigo”, disse a costureira Maria Cecília Rodrigues, 48.
As reclamações foram feitas nessa sexta-feira, durante o programa Hora da Verdade Itinerante, apresentando por Leandro Vaz e comentado pelo jornalista Corrêa Neves Júnior, que foi ao ar diretamente do bairro.
Paralisação
Responsável pelo repasse de mais de R$ 2 milhões para a realização da obra, o Ministério da Cultura informou que a responsabilidade da contratação e execução da obra, bem como das aquisições dos equipamentos, mobiliários e livros que compõem o Centro de Artes e Esportes Unificados é do município.
A Prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que vai retomar as obras, mas não informou quando. Enquanto isso, estuda a viabilidade de fechar o entorno da construção, para oferecer mais segurança.
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