O ICV (Instituto Ciências da Vida), empresa responsável pela contratação de pelo menos oito falsos médicos que trabalharam por meses atendendo pacientes no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”, deixa Franca neste sábado. O contrato da empresa com a Prefeitura termina nesta madrugada. A partir de agora, o ICV não prestará mais serviços na cidade. Mas, apesar de a empresa deixar o município, boa parte do seu corpo clínico deve continuar trabalhando no PS. A Secretaria Municipal de Saúde publicou nessa sexta-feira a lista com os nomes dos 117 médicos habilitados a dar plantões no lugar dos profissionais do ICV. Na lista, estão pelo menos 15 médicos que já atuavam em Franca em nome da empresa.
Entre eles, a médica Cibele Lemos e Silva, que teve seu nome usado por uma das falsas médicas e que ainda tem suspeita de participação no esquema dos falsários sendo investigada pela polícia. A Cibele verdadeira nega qualquer envolvimento e se diz vítima da quadrilha.
Com o escândalo dos falsários, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que, a partir deste sábado, o controle sobre os médicos terceirizados será mais rigoroso. “Eles terão controle de presença e checagem documental. Também terão seu trabalho fiscalizado por uma equipe de servidores nomeados pela Secretaria”, disse a secretária de Saúde, Rosane Moscardini, por e-mail.
Os médicos assumem o atendimento às 7 horas deste sábado. As escalas de trabalho com os dias e horários em que cada um deverá comparecer estão sendo elaboradas pela Secretaria e devem se enviadas a todos.
Sobre a quantidade de médicos que estarão atendendo por período, a Secretaria de Saúde informou que serão, no máximo, nove médicos no Pronto-socorro Adulto e sete profissionais no Infantil, tanto durante o dia quanto à noite. A disponibilidade de profissionais dependerá da demanda de pacientes.
Para que a população saiba a identificação dos profissionais, quadros com os nomes completos e o número de registro dos médicos junto ao Conselho Regional de Medicina serão afixados na recepção do PS.
Investigação
A Prefeitura informou ainda que, mesmo com a saída do ICV, a sindicância interna aberta para apurar a ação dos falsos médicos e os valores por eles recebidos continua. “Ainda não temos um relatório final com o total pago aos falsos médicos. Mas, assim que o tivermos, faremos a cobrança da devolução desses valores”, disse Rosane.
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